08 de julho de 2026
Polícia

Ataque de abelhas deixa ferido grave

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

Duas pessoas foram atacadas por um enxame de abelhas em uma chácara próximo ao novo aeroporto de Bauru, às margens da rodovia Bauru/Iacanga. Seis viaturas do Corpo de Bombeiros foram deslocadas para o local para conseguir desviar os insetos e retirar as duas vítimas que estavam no interior de uma caixa d’água.

Segundo informações dos bombeiros, o ataque ocorreu quando três homens pretendiam efetuar a limpeza da caixa d’água em uma das residências da propriedade rural, ontem pela manhã. Um deles, não identificado, conseguiu fugir antes do ataque dos insetos.

Os outros dois, Luiz Ferreira do Nascimento, 37 anos, e André Paulo Araújo Costa, 20 anos, ficaram presos dentro do reservatório que continha pouco menos da metade de água.

De acordo com o sargento Carlos Eduardo Nunes, do Corpo de Bombeiros, eles ficaram acuados na caixa d’água. “Eles mergulharam na água e só colocavam a cabeça para fora para respirar. Mesmo assim sofreram picadas pelo corpo todo, porque estavam sem camisa”, diz.

Segundo Nunes, ambos foram retirados e socorridos ao Pronto-Socorro Municipal (PSM). Luiz Ferreira Nascimento teria sido o mais atacado. “Ele ficou gravemente ferido e teve que ficar internado no PSM”, conta.

O enxame estava no interior da caixa d’água. “Elas atacaram porque se sentiram agredidas. Eram abelhas europa”, informa o sargento.

Perigo da picada

O sargento Nunes explicou que picada de abelha pode provocar choque anafilático e causar até morte. “A vítima entra em estado de choque e, muitas vezes, chega ao coma”, frisa.

As regiões do corpo mais perigosas de serem atingidas estão acima da cintura. “A área do pescoço, face, cabeça, região do nariz e boca são mais preocupantes porque fecha a passagem de ar e leva a pessoa à morte”, diz.

Não mexer

A orientação do Corpo de Bombeiros é para que as pessoas não mexam em colmeias. “Os leigos correm o risco de sofrer ataques porque não sabem lidar com os insetos”, orienta o sargento Nunes.

Isolar o local da colmeia e não deixar que crianças e idosos transitem por perto é uma dica para evitar os ataques. “O barulho também estressa as abelhas, que passam a atacar”, afirma.

O Corpo de Bombeiros só atende casos de emergência, como o registrado ontem na chácara. “Nós fornecemos os telefones dos apicultores que transferem as colmeias. O extermínio não pode ser feito”, ressalta o sargento Nunes.

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Agressividade na colheita

É na época da colheita do mel que as abelhas ficam mais agressivas, garante o apicultor José Eufrásio dos Santos. “Elas produzem o mel e ficam sem espaço para trabalhar. Depois que o mel é recolhido, elas amansam”, comenta.

Ele explica que vários apicultores fazem a transferência de colmeias. “Não exterminamos, transferimos os cachos para um local adequado”.

Ele lembra que a picada de abelha pode ser grave ou não, dependendo do grau de alergia que a pessoa atacada tem ao inseto. “Pode levar à morte se a pessoa for alérgica. No Pronto-Socorro Municipal, a equipe médica tem um antialérgico que combate o veneno delas”, completa.