09 de julho de 2026
Política

Conselho de Usuários tem reunião hoje para opinar sobre nova tarifa de ônibus

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

O Conselho de Usuários do Transporte Coletivo e Urbano de Bauru se reúne hoje, às 18h30, na sede da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb) para analisar o pedido de reajuste de tarifa no transporte coletivo urbano. Estudo da Emdurb encaminhado ao conselho projeta uma tarifa média de R$ 1,25 para a redução parcial do déficit de mais de R$ 4,4 milhões na Câmara de Compensação Tarifária (CCT).

Embora já tivesse conhecimento dos dados há algum tempo, a empresa municipal postergou a discussão sobre reajuste na tarifa até a posse dos novos mandatários do Conselho de Usuários. As empresas concessionárias do sistema fizeram pedidos de reajuste de tarifa em março, julho e outubro deste ano. O presidente da empresa municipal, Edmilson Queiroz Dias, encaminhou o último pedido para o cálculo tarifário no dia 18 deste mês.

A projeção do setor técnico da Emdurb é de uma tarifa de R$ 1,2881 para a redução gradual da dívida que mantém com as empresas para quitação em 12 meses. Contudo, a análise depende da manutenção do custo do sistema. A segunda alternativa indica tarifa de R$ 1,2462 para o pagamento do saldo devedor da CCT em 18 meses e uma terceira opção aponta R$ 1,2252 para 24 meses de parcelamento.

A dívida da Câmara de Compensação Tarifária (CCT) reflete a diferença entre o custo do sistema (insumos como combustível, pneu e manutenção) em função do percurso das linhas de ônibus e o número de passageiros transportados. As empresas reclamam que a tarifa subiu apenas 11% nos últimos quatro anos, o que motivou o prejuízo na remuneração pelo transporte.

Nos bastidores, o Executivo evitou tratar do assunto. Na prática, tanto o prefeito quanto o presidente da Emdurb negaram que o tema estava sendo discutido. As empresas concessionárias cobram um reajuste na tarifa há vários meses. Paralela à discussão, o Executivo foi chamado pelo Ministério Público (MP) a firmar um prazo para instituir o passe-integração.

O presidente do Conselho de Usuários do Transporte Coletivo, Rubens de Souza, vê dificuldades na discussão do assunto. “Todos sabemos que a Emdurb contratou a modelagem para reestruturar o sistema há mais de três anos e isso ainda não foi aplicado. Isso também pressiona o custo do sistema e o torna deficitário. Pessoalmente, eu defendo a discussão da tarifa com a imediata aplicação da modelagem”, conta.

O presidente da Emdurb, Edmilson Queiroz, considera que a modelagem não pode ser dissociada do passe-integração. “Os dois procedimentos devem caminhar juntos. O que verificamos é que a modelagem foi adiada até a definição da empresa vencedora da licitação. Com isso, estamos atualizando os dados da pesquisa e as novas demandas do sistema para estabelecer um cronograma de implantação conjunto”, cita.