08 de julho de 2026
Regional

Morte de peixes no Lençóis é mistério

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Lençóis Paulista - O aparecimento de várias espécies de peixes mortos ontem à tarde no rio Lençóis, num trecho que corta a cidade, causou preocupação e está intrigando moradores e administradores municipais. Até o início da noite, não havia uma explicação para o fato.

O problema, segundo alguns moradores das vilas Primavera, Repke e Maria Cristina, começou a ser notado anteontem mas intensificou-se ontem à tarde quando era possível avistar cardumes de bagres, mandis, lambaris e cascudos agonizando.

Mesmo sem saber o que estava causando a morte dos peixes, alguns moradores ribeirinhos retiraram vários deles das águas. Alertados, no entanto, por outros moradores sobre uma possível situação de perigo, disseram que não pretendiam mais comê-los, como haviam cogitado.

A notícia sobre o aparecimento dos peixes mortos se espalhou rapidamente e os moradores foram se aglomerando às margens do rio, de onde lamentavam o que viam.

O aposentado Adalberto Carlos dos Santos, que se locomove através de uma cadeira de rodas, foi um dos primeiros a notar que algo estava errado com os peixes. “Estou sempre por aqui e vi que muitos deles estavam descendo já mortos. Depois apareceram várias crianças para retirá-los da água e eu avisei que isso poderia ser perigoso”.

O porteiro José Maria Loiola também estava apreensivo ontem à tarde. Apoiado por outros moradores, ele disse à reportagem que nunca havia presenciado uma situação como aquela. “A gente fica triste. Cheguei a subir o rio uns 500 metros e vi que mais para cima também havia peixe morto”, disse.

A concentração de peixes mortos, segundo os moradores, era maior nas proximidades da ponte que separa as vilas Repke e Maria Cristina.

Ao ficar sabendo da mortandade de peixes, o prefeito de Lençóis Paulista, José Antônio Marise (PSDB), determinou que a Diretoria Municipal de Meio Ambiente e o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) procedessem imediatamente à coleta de amostras de água para enviá-las para análises.

“Não sabemos o que houve. Pedimos análise da água tanto acima como abaixo do ponto de captação e estamos à espera dos resultados”, disse Marise acrescentando que a população não deve comer os peixes do rio enquanto tudo não estiver esclarecido.

Abastecimento

De acordo com o diretor do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Lençóis Paulista, Evandro Alberto Dalbem, cerca de 70% da água consumida pela população de Lençóis Paulista é captada no rio Lençóis. O restante vem de poços artesianos.

Além de estar atenta a esse problema com o aparecimento de peixes mortos, a administração já vinha acompanhando a diminuição no volume de água do rio e estudando uma forma de diagnosticar com precisão as causas do crescente assoreamento que afeta o Lençóis.