11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Sincopetro vai denunciar reajuste de 60% do álcool

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sincopetro) de Bauru, Sebastião Homero Gomes, procurou o Jornal da Cidade para dizer que, até amanhã, deve formalizar denúncia junto ao Ministério Público Federal (MPF) sobre a elevação em torno de 60% no preço de custo do álcool combustível num espaço de aproximadamente 60 dias.

“Como o álcool não é tabelado, o preço fica livre e as usinas estão se aproveitando disso para repassar preços absurdos às companhias distribuidoras. Estou juntando notas fiscais e diversos documentos de vários postos da cidade para denunciar o caso ao Ministério Público Federal”, afirma Gomes.

De acordo com ele, as elevações de preço têm sido quase diárias nos últimos 60 dias. Mais especificamente de 15 dias para cá, a situação teria piorado. Atualmente, o preço de custo cobrado pelo litro do álcool para os donos de postos gira em torno de R$ 0,96, segundo o presidente do Sincopetro.

Nas bombas, o produto era encontrado por volta de R$ 0,99 até ontem. Gomes afirma que, hoje, os preços ao consumidor já devem estar mais altos.

“Ninguém agüenta comprar por R$ 0,96 o litro e vender por R$ 0,99. Hoje (ontem), no meu posto, o litro do álcool está sendo vendido por R$ 0,99. Mas amanhã (hoje), vou ter que colocar R$ 1,15, infelizmente. Nessa situação não dá nem para pensar na concorrência, porque senão a gente vai a falência”, reclama Gomes.

De acordo com ele, os usineiros estariam retendo álcool. “As usinas estão retendo o produto e manipulando os preços. Isso é um absurdo”, diz.

De acordo com Gomes, ele já juntou notas fiscais de oito postos diferentes para anexar à denúncia que pretende apresentar ao MPF ainda nesta semana. A reportagem tentou entrar em contato com outros donos de postos para falar sobre o assunto, mas não houve retorno.

“Precisamos que o MPF averigüe isso porque não podemos ficar de bode expiatório nessa história. A população precisa saber o que está acontecendo, porque os consumidores também sofrem com esse repasse de preços abusivo das usinas”, afirma Gomes.