10 de julho de 2026
Polícia

DIG identifica pichadores da escola Eduardo Velho Filho

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Bauru esclareceu ontem os atos de vandalismos promovidos no final de setembro na escola estadual Eduardo Velho Filho, localizada no Jardim Santana. Cinco pessoas, entre jovens e adolescentes, foram responsabilizadas pelos danos.

Os vândalos, segundo relatou a polícia, entraram na escola durante a madrugada do dia 23 de setembro. A idéia de pichar o prédio teria sido de um adolescente de 17 anos. Ele teria oferecido tinta e pincéis.

Munidos de material, os cinco, dois deles maiores de 18 anos - André Luiz Prado, 27 anos, e Rafael Alvisi, 19 anos - teriam pulado o muro da escola e pichado a caixa d’água. Como chovia, eles teriam entrado para o interior da escola e passado a pichar as salas de aula.

Um adolescente seria o responsável pelos palitos de fósforos deixados enfiados nas fechaduras das portas das salas de aula, para dificultar a abertura. Um dos adolescentes confessou que após danificar a escola os cinco lavaram as mãos e deixaram o local.

Segundo ele, quando os cinco estavam a alguns metros da escola perceberam fumaça no prédio. “Não sei quem colocou fogo nas cortinas e quebrou as pás dos ventiladores”, diz o adolescente ouvido na DIG.

O ato de vandalismo, segundo um adolescente envolvido, foi planejado na avenida Getúlio Vargas, no final de semana anterior. “Somos pichadores eventuais. Foi bobeira nossa ter pichado a escola”, confessou.

Pichar, grafitar ou por outro meio danificar edificações ou monumentos públicos é crime previsto no artigo 65 da Lei Ambiental de número 9.605/98, avisa o delegado J.J. Cardia, titular da DIG.

De acordo com ele, a pena é de detenção de um a três anos e multa. “Os maiores responderão pelo crime. Já os menores serão encaminhados para a Vara de Infância e Juventude, que tomará as providências”, diz.

Cardia frisa que a pena poderá ser o ressarcimento dos danos causados. “Os maiores terão que arcar com as despesas, caso sejam condenados”, lembra Cardia.

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Dossiê

A DIG está fazendo um dossiê dos pichadores da cidade, avisa o delegado J.J. Cardia. “Estamos identificando e fotografando todos os pichadores. Quando estivermos com o dossiê pronto, vamos acionar o Ministério Público para que seja tomada uma providência única com a finalidade de promover a limpeza da cidade”, explica.

Cardia acredita que cerca de 30 jovens fazem pichações em Bauru, em edificações públicas e particulares. “Eles poderão ser responsabilizados civil e criminalmente”, frisa.