Com efeito, a carta "Prefeitura responde", de quarta feira pp, me deixa ainda mais indignada. Ter opinião própria faz parte do ser humano. A Bíblia, Constituição Mágna da Humanidade, garante o livre arbítrio. A Tribuna do Leitor deste Jornal garante o exercício da Democracia, pois vivemos em um País livre, sem censura. Questionar as ações da Prefeitura me é de direito, como munícipe. Mas foi salutar o meu questionamento e agora entendemos o caso Casa do Jovem: foi cedido à prefeitura um bem imóvel, ela pôr sua vez não deu um aproveitamento adequado, não fez parceria na região com as Associações de Moradores (Carolina, Redentor que não tem sede) ou qualquer outra instituição, não fez nenhum trabalho social, ficou anos e anos com o bem imóvel, não deu manutenção, não deu vigilância ao prédio, devolveu o imóvel em um suposto estado de ruína (que ainda questiono! Pois quem é de lá sabe que não estava assim!). Depois, arrebentou tudo, demoliu e limpou o lugar de qualquer vestígio. Ah! Agora entendi!
Acredito que lidar com o bem público é algo de grande responsabilidade. Manter o bem público também. A manutenção é fundamental para evitar situações desastrosas, como é o caso da manutenção da Estação de Tratamento de Água, manutenção da Usina de Asfalto, Manutenção dos PET (veja o caso do PET do Jaraguá), manutenção das ruas pavimentadas e das ruas de terras (como é o caso da Pousada da esperança, Parque Bauru, Parque Sta Edwirges, Vila Rocha, etc), dos bueiros, das praças, matos em guias e sargetas, da Estação de Tratamento de Esgoto, Hum! Esqueci, Bauru ainda não tem ETE, desculpe a falha! Por isso, às vezes não só o munícipe fica indignado e cobra soluções, mas também o Ministério Público, Defesa Civil e o Tribunal de Contas do Estado. As chuvas estão para chegar e todos estão vendo o quanto a prefeitura tem se preocupado com isto, haja visto o resultado da última eleição, que tentaram enganar o eleitor dizendo fiz isto, fiz aquilo, mas a comunidade de Bauru mostrou que não é tola.
Administrar um órgão público não é administrar, por exemplo, uma construtora, que mesmo sendo tradicional, antiga, se não tiver alguém competente à frente vai a falência, levando todo um império construído com o suor dos antepassados. Não é como, por exemplo, uma imobiliária, que você pode abrir hoje e fechar amanhã, sem dar muitas satisfação. Ser útil à comunidade não é ficar fazendo loby nos corredores de instituições para arquivamento de processos. Ser útil à comunidade é ser probo com o dinheiro e o bem público. Ser útil à comunidade como agente público é estar presente, dar expediente, ser coerente, ter planejamento de ações, não ter esta atividade como um bico, ter sim dedicação exclusiva! Senão o órgão vai a falência. Para finalizar, não acredito também que o que foi escrito quarta-feira passada tenha sido pela Assessoria de Imprensa da Prefeitura, pois é educada e profissional. Quem escreveu poderia ter assinado, como eu fiz! Quanto ao Lions, entendo ser uma entidade muito séria, como se tem muitas outras na cidade. Se em determinada situação a prefeitura não der conta de suas obrigações, pode fazer parcerias. É o caso das Associações de Moradores. (Claudia S. Silva -RG 21.279.160-6. – 238-3842