08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Darwin e o universo feminino


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A cada dia observamos com mais clareza o surgimento de uma sociedade matriarcal. Já dizia Darwin, em sua teoria da evolução das espécies, que toda espécie que não acompanhar a evolução tende a extinguir-se. Pois bem. O homem sempre se valeu da força física para manter sua hegemonia. A partir da revolução industrial a utilização da força física na execução de tarefas, principalmente na indústria, vem decrescendo gradativamente, a medida em que se aperfeiçoam as máquinas (máquinas ferramentas) e desenvolve-se novas metodologias de execução de tarefas (ex.: linha de montagem - Ford). À mulher sempre coube a tarefa de educar os filhos e cuidar dos afazeres domésticos. No início do século XX as mulheres começaram a lutar pelos seus direitos, encontrando forte resistência por parte de uma sociedade que tinha na figura masculina o pilar da família. Na década de 20 as mulheres conquistaram o direito ao voto (no Brasil demorou um ‘pouco’ mais). Com esta conquista, os políticos voltaram seus olhos para esta nova categoria de eleitores, o que colaborou para novas conquistas. No Brasil, o feminismo tomou corpo no final da década de 60 e início da década de 70, em plena ditadura militar. A figura feminina tornou-se presença marcante nas universidades. A mulher não dispunha da força física do homem, mas demonstrava muito mais disposição para aprender. É com esta disposição que pouco a pouco a mulher vem determinando o seu espaço dentro da sociedade. Espaço este que durante muito tempo lhe foi negado, mas que agora se lhe apresenta com mais facilidade, e por que não dizer com mais ‘dignidade’. A maioria dos concludentes do ensino médio é composto por mulheres. As melhores notas nas escolas, na maioria das vezes, são obtidas por mulheres; de cada cinco lares, um é mantido pela mulher. Mas, homens, não se preocupem: a única extinção será a da hegemonia masculina no mercado de trabalho. Faz parte do aprendizado: o de sermos mais companheiros e menos ‘patrões’. A dividir ao invés de mandar. As mulheres estão aí para somar. Devemos aprender com elas, recebê-las com a mão estendida, pois é delas que tudo começa, inclusive a sua vida. A presença feminina é um poema diário que se multiplica até o infinito. (Prof. José Reginaldo Furtado - RG 14.808.646-9)