Os vazamentos de esgoto do Ferradura Mirim podem gerar providências por parte da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Os advogados da comissão visitaram ontem o bairro e estão analisando os problemas que os moradores enfrentam devido à situação.
O grupo foi acompanhado pelo professor de engenharia civil Jorge Hamada, especialista em saneamento básico. “A blitz tem o objetivo de fiscalizar o que tem sido causado à população pela falta de infra-estrutura no localâ€, diz Sandro Fernandes, da comissão.
“Os moradores são obrigados a conviver com o esgoto a céu aberto a menos de dois metros das residências e com as doenças ocasionadas pela falta de saneamento básico, como micoses, bichos-de-pé, vermes e problemas intestinais, além de mau cheiro, ratos e escorpiõesâ€, acrescenta Fernandes.
Conforme matéria publicada pelo JC no início de outubro, os moradores reclamam da situação. “Isso aqui é imundo, sujo, tem muito mosquito, pernilongo, rato, ratazana. Só vivendo aqui para perceber como éâ€, enfatiza Maria Isabel da Silva, 48 anos.
A comissão da OAB aguardará o laudo do engenheiro que acompanhou a visita para posteriormente providenciar as ações cabíveis.
“A situação é insuportável e desesperadora. As pessoas do bairro vivem em condições subumanasâ€, reforça Fernandes.
Galerias
A assessoria de imprensa do Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Bauru informou que está aguardando a instalação de galerias de águas pluviais no local - que cabe à Secretaria Municipal de Obras - para refazer a rede de esgoto da rua Natal Fornazari.
O DAE afirma que sempre que repara os vazamentos de esgoto no local a chuva leva parte da rede embora, provocando novos vazamentos.
Sabe-se que a implantação de galerias para águas pluviais no bairro foi iniciada em outubro. O titular da secretaria de Obras, Antônio Carlos Duarte, não foi localizado para falar sobre o andamento das obras.