As últimas semanas têm sido pródigas em más notícias em relação ao trânsito. Em nível local, preocupa a quantidade de atropelamentos ocorridos recentemente, o que motivou reportagem do JC a respeito durante a semana.
Tais fatos demonstram que a imprudência de motoristas e pedestres ainda é grande e é a grande responsável pelas mortes nas ruas e avenidas bauruenses.
Já em âmbito nacional, depois de um passo à frente na tentativa de coibir a utilização dos telefones celulares ao volante, o Senado agora auxilia o País a dar um passo atrás. Trata-se do infeliz e polêmico projeto de lei do nobre senador Gilvam Borges que pretende proibir os condutores de fumar enquanto estiverem dirigindo.
Tudo bem que quem fuma é obrigado a tirar uma das mãos ao volante, mas quem garante que isso é capaz de provocar um acidente? Onde estão as estatísticas de ocorrências que comprovam tal perigo? Em vez de se preocupar com o cigarro, bem que o parlamentar poderia pensar em uma maneira de diminuir o número de vítimas fatais no trânsito brasileiro. Tem muita gente morrendo nele!
Mas vamos voltar à “Cidade sem Limitesâ€. Outra questão que atormenta muitos motoristas diz respeito às lombadas irregulares. Há quase seis meses, o AutoMercado&Cia revelava que mais de 60% dos obstáculos das vias locais encontravam-se em situação ilegal quanto às dimensões ou localização.
Passado esse período, pouca coisa parece ter mudado dessa triste realidade. Basta rodar um pouco de carro pelas vias bauruenses para constatar que os redutores de velocidade irregulares estão espalhados pelos quatro cantos da cidade.
Mais preocupante e estarrecedora, ainda, é a inexistência de um cronograma para a retirada de tais obstáculos, conforme admitiu à reportagem do AutoMercado&Cia o secretário municipal de Obras, Antônio Carlos Duarte. Além disso, para piorar, sequer há o cadastro das lombadas, segundo o titular da pasta. Deprimente.