A remoção de algumas lombadas após o recape efetuado na avenida Castelo Branco é alvo de protestos de moradores e comerciantes do local.
Cindre Gattaz Dota Galazo, proprietária de um estabelecimento na quadra nove, não gostou das mudanças porque os veículos passaram a desenvolver velocidades maiores. “Ficou mais perigoso e não dá nem para atravessar a rua direito ou assistir televisãoâ€, afirma ela.
“Atrapalhou até o ônibus coletivo, pois já vi eles esperarem um bom tempo por pessoas que não conseguem cruzar a rua para chegar ao pontoâ€, acrescenta Sueli Gattaz Dota, mãe de Cindre.
Outro que reivindica o retorno da lombada ao local é o também comerciante Adélcio Henrique Lopes, que há oito meses mantém um estabelecimento na quadra oito da avenida. “Apesar do asfalto ter melhorado, a velocidade dos carros aumentou e complicou para quem vem buscar os filhos no parquinho próximo daquiâ€, considera ele.
Já Sueli Mainardi Ortega Bertoni, moradora há vários anos na quadra 15 da Castelo Branco, não critica a remoção das lombadas, que existiam “em excesso†anteriormente, segundo ela. “Além disso, algumas também não estavam em locais apropriadosâ€, frisa.
Apesar de considerá-la necessária em razão da existência de uma conversão à direita na esquina, Sueli faz uma ressalva em relação ao obstáculo recém-implantado em frente à sua residência. “Dificulta para sair da garagemâ€, diz.
O diretor do DSV, Nelson Lira, explica que as lombadas retiradas na avenida estavam irregulares. “Além disso, demos prioridade para se implantar novas nos cruzamentos onde há conversões à esquerda e acessos de bairro a bairro, como na rua Cubaâ€, sustenta ele.
Em relação aos obstáculos retirados e que necessitam ser novamente implantados, Lira salienta que não há previsão para esse serviço ser efetuado. “Há uma necessidade de revermos as implantações nas ruas que foram recapeadas e sabemos das necessidades, mas não tivemos condições de fazer isso aindaâ€, conclui o diretor.