10 de julho de 2026
Saúde

Tratamentos convencionais são temporários e paliativos

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 1 min

A maioria das pessoas que sofrem de hiperidrose experimenta uma infinidade de tratamentos alternativos antes de descobrir a cirurgia. Quase todas já passaram pelos mais diferentes profissionais de saúde, além das técnicas orientais.

De acordo com o cirurgião torácico José Ribas Milanez de Campos, as opções não cirúrgicas para o tratamento da transpiração excessiva são limitadas e temporárias.

Entre os tratamentos dermatológicos mais comuns, Ribas cita a aplicação de soluções adstringentes, fórmulas com bicarbonato de sódio, os banhos elétricos com água salgada (iontoforese - que reduzem o suor em áreas específicas por até uma semana) e a aplicação da toxina botulínica.

Esta última técnica consiste na aplicação de injeções sob a pele para paralisar os nervos. Segundo Ribas, só para amenizar o suor em uma das mãos são necessárias cerca de 50 picadas. Além da dor e do preço, o método dura apenas quatro a seis meses e tem que ser reaplicado.

Além do dermatologista, a maioria dos pacientes já buscou tratamento psicológico ou psiquiátrico para amenizar a sudorese. Durante muitos anos, a hiperidrose foi considerada uma reação emocional, resultado de insegurança e ansiedade.

Os médicos prescreviam ansiolíticos e calmantes. Em alguns casos, isso até ajudava a controlar, mas não eliminava o problema. Só a simpatectomia torácica endoscópica bilateral, aprimorada há apenas 10 anos, conseguiu curar a doença.