10 de julho de 2026
Polícia

Oficiais da PM vão ao Japão conhecer polícia comunitária

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Seis oficiais superiores da Polícia Militar (PM) do Estado de São Paulo vão participar de um curso de polícia comunitária no Japão entre os próximos dias 12 e 30. Representando o Comando de Policiamento de Área-4 (CPI-4), com sede em Bauru, participará o major Pedro Batista Lamoso.

O evento faz parte de um convênio de cooperação do governo do Japão com a Polícia Militar do Estado de São Paulo, explica o oficial. “O curso é patrocinado pelo Japão e oferecido aos países em desenvolvimento”, diz.

Os participantes do curso terão a oportunidade de conhecer, dentre outras coisas, a polícia metropolitana de Tóquio, o policialmento motorizado, a unidade de choque, o centro de pesquisas, o centro de operações e a academia de polícia. A programação inclui ainda uma visita ao presídio de Fuchu.

Segundo o major Lamoso, o curso de polícia comunitária vai mostrar aos brasileiros como funciona o Koban no Japão, uma espécie de posto policial que funciona 24 horas e responde por determinada área. “São postos como as bases comunitárias. Porém, o serviço dos policiais é diferenciado. Eles fazem inclusive visitas a moradores”, conta.

A polícia japonesa que atua nos Kobans tem sob controle a movimentação dos moradores e visitantes da região sob sua responsabilidade. “Os policiais são avisados até sobre a chegada de uma visita em determinada residência. Eles conhecem as pessoas e sabem de seus problemas”, ressalta Lamoso.

As visitas domiciliares, de acordo com o major, também servem para detectar possíveis problemas de segurança sentidos pelos moradores. “Eles conversam e podem passar para a polícia, o que eles acham que está acontecendo de diferente no bairro”.

Nos mesmos moldes dos kobans, os chuzaisho são bases nas zonas rurais ou distantes das cidades. “A diferença é que nos chuzaisho o policial mora com a família e nos kobans é um local destinado só ao trabalho”, diz.

Os kobans, informa Lamoso, existem desde 1874. “Durante a 2ª Guerra Mundial, os americanos implantaram o sistema de patrulhamento. Passada a guerra, o Japão voltou a usar os postos de vigilância porque acreditava no entrosamento da polícia com a comunidade. O modelo é tido como um dos melhores do mundo”.

O uso de bicicleta no policiamento e o relacionamento da polícia com a comunidade será outro ponto de pesquisa do major. “Vamos trocar experiências. Os japoneses usam a bicicleta para policiamento e nós queremos aperfeiçoar o nosso trabalho”, completa.