11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Economia & Negócios

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

• Veículos

Em outubro, a produção e as vendas brasileiras de veículos atingiram o maior patamar desde maio de 2001. Os dados são da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). O resultado positivo vem após meses de turbulências econômicas que prejudicaram o setor. Na comparação com outubro do ano passado, as vendas cresceram em 33,4%, fechando com 149,1 mil unidades comercializadas.

• Melhora

De acordo com a Anfavea, foi o terceiro mês consecutivo de melhora das vendas na comparação com o ano passado. Por outro lado, no acumulado do ano até outubro houve redução de 8% sobre o mesmo período de 2001. No período, foram comercializadas 1,237 milhão de unidades. Os números incluem carros, comerciais leves, caminhões e ônibus, tanto nacionais quanto importados.

• Alta

Em outubro deste ano, a produção de veículos atingiu 169,9 mil unidades, registrando alta de 30,1% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Segundo o presidente da Anfavea, Ricardo Carvalho, a alta anual deveu-se, sobretudo, à base fraca de 2001. Além do pico da crise energética, também havia os reflexos dos atentados terroristas de 11 de setembro, em Nova York.

• E-commerce

Apesar de ainda não estar aparecendo como uma revolução, conforme se chegou a esperar, o comércio eletrônico está ganhando um importante e significativo terreno. Segundo uma previsão dos Correios, o e-commerce brasileiro deve totalizar neste ano 4,5 milhões de pedidos entregues, quase quatro vezes mais que o resultado de 1,2 milhão de remessas do ano passado. Os Correios serão responsáveis por 70% dessas entregas.

• Indústria

Números da Confederação Nacional da Indústria (CNI) trazem boas notícias para o setor, que vem mostrando cada vez mais sua força no País. Segundo levantamento feito pela CNI, a utilização da capacidade instalada da indústria nacional atingiu 81,3% em setembro. Esse índice é 0,3% menor do que o registrado em agosto, que foi influenciado principalmente pela queda no número de horas trabalhadas na produção.

• Capacidade

No entanto, a taxa dessazonalizada foi de 81,1%, a maior do ano. Em comparação com 2001, o indicador ficou 1,4% acima de setembro do ano passado. A utilização da capacidade instalada acima de 80% é considerada boa. A maior taxa de utilização da capacidade dos últimos anos foi registrada em janeiro de 2001, quando eram ocupados 81,8% do pátio industrial do País.

• Menos ociosidade

De agosto para setembro, as maiores taxas foram registradas nos seguintes estados: Rio Grande do Sul (85,3%), Santa Catarina (84,3%) e Minas Gerais (83,9%). O coordenador da unidade de política econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, disse que a redução da ociosidade é sinal de que as empresas estão preferindo utilizar a capacidade já existente, em lugar de investir em novas fábricas.

• Produção

Outra boa notícia para o setor é que, em setembro, a produção da indústria brasileira cresceu 1% sobre agosto, e 5,6% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Com isso, o crescimento acumulado no ano foi de 1,1%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi o quarto mês consecutivo de crescimento, mas a expansão ocorrida em setembro foi a mais significativa.

• Surpresa

Para o chefe do Departamento da Indústria do IBGE, Sílvio Sales, a indústria enfrentou as turbulências que antecederam as eleições presidenciais com um desempenho surpreendente. Um exemplo disso foram os resultados do setor de bens duráveis - que inclui automóveis e eletrodomésticos -, que em setembro cresceu 2,2% em relação a agosto, depois de ter registrado queda de 0,9% no mês anterior.