08 de julho de 2026
Geral

Apiece pede prédio à Prefeitura

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 2 min

A Associação de Pais para Integração Escolar da Criança Especial (Apiece) está solicitando à Prefeitura de Bauru um prédio que foi cedido ao Clube Social dos Surdos. O objetivo é ampliar a área de lazer da entidade.

De acordo com Catarina Carvalho, presidente da Apiece, o imóvel destinado ao Clube Social dos Surdos está desativado e abandonado.

“Ele está sendo destinado à Secretaria Municipal de Educação, fugindo de sua destinação”, diz. “Além disso, está servindo de abrigo para a criminalidade. Muitas pessoas já se esconderam ali”, acrescenta.

O prédio destinado ao Clube Social dos Surdos fica na rua Zéphilo Grizoni, 7-45 e está distante apenas 20 metros da Apiece.

Catarina sugere que a prefeitura ceda um prédio mais adequado ao Clube Social dos Surdos e passe o atual à associação.

“Se o Clube estivesse em ordem, não íamos querer. Íamos pedir outro terreno. Não queremos tirar o que é de outros portadores de deficiência. Eu não tenho nada contra os surdos, mas o prédio deve estar abandonado porque aqui é um bairro longe para eles”, acredita.

A Apiece atende hoje 48 alunos que, segundo a presidente, não têm área destinada ao lazer. Semanalmente eles são levados para caminhar em uma praça próxima à sede da entidade.

“Também não temos espaço para os adultos, que precisam de uma área diferenciada. Queremos fazer uma oficina inversa, área de recreação e esporte, sala de música e piscina para hidroginástica”, expõe Catarina.

Prefeitura

O chefe de Gabinete da Prefeitura de Bauru, Antônio Sérgio Marsola, disse ao JC que o pedido da Apiece chegou a ele que, por sua vez, solicitou parecer da Secretaria Municipal de Bem-Estar Social (Sebes) e da Secretaria Municipal de Educação (SME).

Ele explica que a SME utiliza o prédio no período noturno para ministrar aulas de alfabetização de jovens e adultos da rede municipal de ensino.

Apesar de não fornecer informações sobre os coordenadores do Clube Social dos Surdos, Marsola diz que a entidade ainda existe.

“Em princípio a associação existe, está legalizada e tem atividade. Não sei há quanto tempo, mas ela está funcionando”, afirma.

“Estamos aguardando resposta da Secretaria de Educação sobre a utilização do prédio e posteriormente faremos uma análise do caso”, acrescenta o chefe de gabinete.

A Secretaria de Educação também não forneceu informações sobre o Clube Social dos Surdos. A entidade não é cadastrada na Sebes já que não tem caráter filantrópico.