A época oficial de chuvas ainda não começou, segundo o coordenador da Defesa Civil, Álvaro de Brito. Ele diz que este mês é considerado o pré-período. “O período de chuvas, de alerta para Defesa Civil em todo o Estado de São Paulo, começa no dia 1.º de dezembro. Na região de Bauru tem início na 2.ª semana de dezembro e prossegue até o final de marçoâ€, explica.
Em Bauru, segundo ele, o período mais crítico vai da 2.ª semana de janeiro a 3.ª semana de fevereiro. â€œÉ quando ocorrem as chuvas mais fortes e há perigo de inundações e desabrigadosâ€, lembra.
Para o coordenador da Defesa Civil. o Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet) tem sido um aliado imprescindível no trabalho preventivo. “Eles confirmam a previsão com pelo menos uma hora de antecedênciaâ€, diz.
Após ser informado pelo IPMet, a Defesa Civil alerta os demais órgãos envolvidos em salvamento de pessoas e patrimônio, como Corpo Bombeiros, Polícia Militar, Departamento de Água e Esgoto (DAE), Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) e secretarias de Obras, Meio Ambiente e Administrações Regionais.
A população de Bauru está aprendendo a conviver com a realidade de Bauru, na opinião de Brito. “Os moradores das regiões ribeirinhas construíram palafitas, ou minipalafitas para evitar as inundaçõesâ€, conta.
Segundo ele, quem mora em bairros críticos já tem conhecimento da situação e sabe agir no período de chuva. “Os favelados abandonam suas casas quando percebem que a água está invadindo. Retornam depois, para fazer a limpezaâ€, diz.
Brito ressalta que a prioridade para a Defesa Civil é o salvamento de pessoas, meio ambiente e patrimônio. “Em casos de emergências atendemos os casos nessa ordemâ€, frisa.
De acordo com ele, durante a chuva forte, a população deve permanecer em suas casas ou no local de trabalho. “Espere a chuva passar para buscar as crianças na escola ou para fazer qualquer coisa que exija a locomoção de veículo ou mesmo a péâ€, aconselha.
Na extrema necessidade de se locomover, a pessoa deve estudar o trajeto e evitar os pontos críticos. “Antes de sair de casa escolha o melhor caminho, evitando as já conhecidas áreas de inundaçãoâ€, ensina.
Brito orienta a população a não tentar salvar aparelhos elétricos ou eletrônicos que estejam sendo levados pela enxurrada. “Não tente consertar goteiras ou problemas no telhado durante a chuva. Além do perigo de raio, os acidentes podem ser fatais porque as telhas estão úmidas e enfraquecidasâ€, diz.
Estacionar veículos sob árvores também é arriscado, segundo o Corpo de Bombeiros. A terra de Bauru é fraca e a umidade atinge a raiz das árvores fazendo-as tombar, provocando estragos nos veículos.