Para o veterinário José Rodrigues Gonçalves Neto, chefe da Seção de Controle de Zoonoses da prefeitura, mais importante que estabelecer regras para condução de cães ferozes é exigir a posse responsável. “A fiscalização é inviável. É preciso educação, bom senso dos donos de cães e a posse responsávelâ€, frisa.
Ele diz que a melhor forma de fazer donos de cães ferozes tornarem-se mais prudentes com seus animais é, em caso de acidente, responsabilizá-los civil e criminalmente. “Se o dono de um animal que atacar alguém na via pública for responsabilizado, servirá de exemploâ€, diz.
Para o veterinário, deve ser aplicada a mesma regra da responsabilidade de arma de fogo para animais ferozes. “A arma de fogo mata, mas continua sendo fabricada e vendida. O cão também pode ser usado como uma arma e acho que deveria ser cobrada do dono do animal a mesma responsabilidadeâ€, frisa.
Ele ressalta, ainda, que nem todos cães de raças consideradas ferozes são agressivos. “O potencial agressivo do animal depende de como ele foi adestrado, educado por seu donoâ€, diz.
Sobre a fiscalização, Neto afirma que é uma tarefa muito difícil e a compara a regras para segurança de pedestres. â€œÉ proibido atravessar a rua fora da faixa de pedestres, mas você já ouviu dizer que alguém foi multado por isso?â€, questiona.
De acordo com Neto, técnicos do Centro de Controle de Zoonoses não foram consultados sobre a viabilidade da fiscalização na época da aprovação da lei.