10 de julho de 2026
Polícia

PF apreende US$ 1.900 falsificados

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

A Polícia Federal (PF) apreendeu US$ 1.900 dólares falsos em Bauru ontem pela manhã. O dinheiro, 19 cédulas de US$ 100 dólares, estava no apartamento do vendedor Sebastião Luiz da Silva, 50 anos, localizado no Parque dos Sabiás.

O delegado-titular da PF em Bauru, Antônio Vaz de Oliveira, não descarta a possibilidade de haver mais notas falsas da moeda americana circulando na cidade. “Há sim o risco de outras notas terem sido colocadas na praça. Pode ser que tenha gente com nota falsa até sem saber”, alerta.

As notas são muito parecidas com as verdadeiras, de acordo com o delegado. “A qualidade de falsificação é boa. A olho nu não é possível verificar que não é uma moeda verdadeira. As notas foram analisadas pelo Núcleo de Peritos Criminais de Bauru, que confirmou tratar-se de dinheiro falso”, frisa. Ele não soube precisar qual a diferença entre as notas falsas e as verdadeiras.

Silva, que declarou à polícia trabalhar com compra e venda de veículos, alegou que recebeu as 19 notas de um desconhecido com o qual fez negócio. Há indícios, de acordo com o delegado, de que os dólares apreendidos ontem tenham a mesma origem das dez notas do dinheiro americano apreendidas em situação suspeita em Bauru no final do mês passado.

Depois de análise, a PF descobriu que as notas, também de US$ 100,00 dólares, eram falsas. “Nossas investigações indicam que há grande probabilidade de relação entre os dois lotes de moedas apreendidos. Em ambos os casos são notas de US$ 100 dólares e a qualidade da falsificação é boa”, frisa Vaz.

O dinheiro estava no carro de um rapaz conduzido pela Polícia Militar à Delegacia de Investigações Gerais (DIG), que na época declarou que não sabia quem era o dono do dinheiro. Ao delegado J. J. Cardia, ele disse que o carro pertencia a uma terceira pessoa e que desconhecia que o dinheiro estava no carro.

Encaminhado à sede da Polícia Federal, o vendedor de carros disse desconhecer que as notas encontradas em sua casa eram falsas, conta Vaz. Porém, ele foi preso em flagrante pelo crime de moeda falsa, cuja pena prevista é de três a 12 anos de reclusão. O JC tentou, mas não conseguiu contatar o advogado ou a família de Silva.

Outras suspeitas

O delegado titular da PF conta que a apreensão de ontem foi resultado de uma investigação de quase dois meses. Além da residência de Silva, policiais federais, com autorização judicial, fizeram busca em mais três locais na cidade.

“Vinculada a essa investigação também cumprimos mandado de busca no Jardim Nicéia, no Ferradura Mirim e no Octávio Rasi. Porém, nesses outros três locais não foram achados dólares”, explica Vaz.

Porém, os proprietários da casa revistada pelos policiais no Ferradura Mirim, Sidinei Aparecido Correia, 31 anos, e sua mulher, foram para cadeia porque estavam com prisão temporária decretada por tráfico de drogas, relata o delegado da PF.

Já na casa do Núcleo Octávio Rasi revistada pelos policiais foi encontrado um revólver. O morador foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma. Por enquanto, a PF não tem suspeita de onde as cédulas foram falsificadas. Vaz ressalta, no entanto, que pela qualidade das notas, a falsificação foi feita por especialistas.