09 de julho de 2026
Pesca & Lazer

História de Pescador: Feras do 'Pé no Chão'


| Tempo de leitura: 2 min

Manhã de sol. Sábado que prometia uma bela pescaria esportiva, é claro! Combinei com minha esposa, inseparável companheira em tantas aventuras, de irmos ao pesqueiro “Pé no Chão”, lugar agradável, onde sempre passamos horas de muita alegria e diversão.

Minha esposa, tentando se livrar do almoço de domingo, resolveu tentar uma das proezas mais loucas que já pude ouvir sair de sua boca. Vejam a proposta:

Quis arriscar competir comigo (veja só, amigo leitor), numa pescaria, com seu próprio marido, seu mestre, que lhe ensinou todas as artimanhas, segredos e manias que podem existir neste mundo fascinante da pesca esportiva.

Coitadinha dela! Eu comeria uma bela lasanha à bolonheza no forno (hummm!). Me livraria da cozinha da maneira mais fácil possível.

Chegamos ao pesqueiro e minha mulher, toda afobada, foi largando tralhas no chão, tropeçando em cadeiras.

Estava tão preocupada em fisgar o maior exemplar que atropelava as próprias palavras.

Com o passar das horas, ela foi ficando mais relaxada e já não tremia tanto para colocar a isca no anzol.

Não tínhamos levado uma balancinha para poder pesar nossos peixes, nem tampouco alguma coisa que pudesse medi-los.

Porém, tínhamos uma câmera fotográfica em mãos, instrumento que não deixaria dúvida sobre quem faria o almoço de domingo. Pegamos vários peixes no decorrer daquele lindo sábado.

Retornamos para nossa casa a tempo para revelar o filme, já que ela não aceitava que eu, seu exímio professor, havia pescado um bagre africano maior que o dela.

Como não podia deixar de ser, eu, além de ser um excelente pescador, cuja arte, aprendi com meu querido pai, também aprendi com ele através dos tempos, a arte da fotografia, pois ele além de pescador também era fotógrafo.

O difícil está sendo enfiar na cabeça dela que o meu bagre era maior, como pode ser comprovado pelas fotografias abaixo. A diferença que parece ser o dela o grandalhão é que o pai da minha mulher não era fotógrafo e não pôde ensiná-la como se faz uma bela fotografia.

O problema agora que já faz três meses do acontecido e minha querida esposa, desde este dia não faz almoço de domingo. Estou passando a pão e água, já emagreci dez quilos.

Peço colaboração a todos que a encontrarem nos pesqueiros da região que diga a ela que o meu peixe era o maior e volte a fazer o tão esperado almoço de domingo. (Adriano de Andrade - Vila Souto - Bauru)