08 de julho de 2026
Articulistas

Vivendo e aprendendo


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Perguntam-nos se conhecemos alguma coisa ou processo de combate a isso a que chamam de estresse. Não, não conhecemos profundamente, o que é natural, sendo nós jornalista e de forma alguma médico, como muitos amigos com que temos a ventura não apenas de ter contato como, inclusive, obter a graça eventual de seus importantes cuidados profissionais. Quantas vezes isso já aconteceu, não é mesmo prezados clínicos? Mas já ouvimos falar, ainda que superficialmente, de certas coisas sobre a matéria, dando-nos conta, então, de que a curiosa expressão que define o assunto - biofeedbak - constitui atualmente uma das mais modernas armas contra o problema, uma vez que por meio do uso de um equipamento eletrônico especializado é possível aprender a regular, voluntariamente, reações emocionais e fisiológicas, abarcadas pelo processo, como a tensão muscular, a pressão do sangue e a freqüência cardíaca. Controlar as respostas dadas pela aparelhagem pode criar imunidade a muitas doenças, coisas, assim, que provenham do indigitado estresse. “Bio”, a gente não ignora, sabe o que seja, pois não escapou da percepção de nenhum filólogo, produtor de dicionários da língua. Todavia, “feedback” ignorávamos até agora, quando ficamos sabendo significar “receber a informação”. Qual, porém, a informação? Trata-se daquela que pode vir por qualquer um dos cinco órgãos dos sentidos: visão, audição, tato, olfato e paladar. Exemplificando, se uma balança dá conta do peso de alguém é certo que sem a sua informação não se tem como avaliar quanto se pesa em relação ao que deveria pesar. Daí, a importância do “feedback”, que constitui o retorno imediato da “notícia” que se deseja através dos sentidos. Quando era ele ignorado pela medicina não se podia controlar voluntariamente o corpo para obstaculizar o estresse, produtor de tensão muscular, pressão do sangue e freqüência cardíaca, como já comentamos. A partir dele já se pode e, então, tem-se aí uma significativa conquista do homem moderno que, mediante aquela aparelhagem, consegue ampliar e transformar suas reações físicas em manifestações de luz e som, perceptíveis por sinais indolores, uma vez que o “biofeedback” é aplicado sobre a pele e abre campo para o tratamento de dores crônicas nas costas, pescoço e ombro, dores de cabeça (enxaqueca, vascular e muscular), mau funcionamento sexual, infecções pélvicas, hipertensão, arritmias cardíacas, angina do peito, colite, úlcera, diarréia, acidez estomacal, artrite, fibrosite etc. Dissemos o que ficamos sabendo. É o bastante? Parece que sim, conforme opinião de especialistas. (O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado)