Uma pesquisa desenvolvida na Universidade do Sagrado Coração (USC) estudará os idosos de Bauru. Ela será coordenada pelo professor Ruy Laurenti, que é titular do Departamento de Epidemiologia da Universidade de São Paulo (USP) e atualmente também ministra aulas na USC.
O pesquisador participou, na semana passada, da abertura do 9.º Fórum de Iniciação Científica da USC, em que ministrou uma palestra sobre pesquisas em epidemiologia.
O objetivo da pesquisa é avaliar a evolução da saúde do idoso em Bauru. Segundo Laurenti, a preocupação surgiu devido ao envelhecimento da população brasileira. “Cada vez mais nós temos na nossa população um contingente maior de idosos - e às vezes muito idosos, acima de 80 anosâ€, diz.
O estudo inclui um diagnóstico da situação do idoso no município em um período de 20 anos (1980 a 2000). “Através do SIM (Sistema de Informação de Mortalidade), do Centro Nacional de Epidemiologia, nós vamos ver o que está ocorrendo em Bauruâ€, explica o professor.
Posteriormente, serão estudadas as causas de internação das pessoas de terceira idade. “Nós pretendemos mensurar a saúde através da mortalidade e das internações hospitalares de idososâ€, expõe Laurenti.
Ele enfatiza que trata-se de uma pesquisa de base que dará sustentação a estudos mais específicos.
Laurenti acredita que em seis meses haverá dados preliminares da pesquisa. â€œÉ um processo não muito rápido. Isso vai servir principalmente para criar aqui na USC um grupo de pesquisadores (que inclui alunos de iniciação científica)â€, afirma.
Dengue
Na opinião de Laurenti, especialista em epidemiologia, a dengue novamente será um problema em diversas áreas do País no próximo verão. “Segundo os especialistas, este ano o dengue deve vir com força totalâ€, salienta.
Ele afirma que os órgãos públicos nunca conseguirão vencer a doença sem a colaboração da população. “Não adianta o Ministério da Saúde inverter recursos se a população não colaborar. A população quer dengueâ€, diz.
Laurenti faz um apelo às pessoas para a importância da mudança de hábitos na luta contra a dengue. “A população têm de ajudar. É muito difícil vencer uma doença quando você têm de lidar com mudança comportamentalâ€, reforça.