08 de julho de 2026
Bairros

SindusCon cobra mais empenho do poder público

Rose Araujo
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Para o diretor da Regional Centro-Oeste do Sindicato da Indústria da Construção do Estado de São Paulo (SindusCon), Ralph Ribeiro Júnior, a proposta de se expandir a cidade somente depois do preenchimento dos vazios urbanos é inviável. “Isso é um absurdo. É uma maneira simplista de resolver o problema”, salienta.

De acordo com ele, há locais identificados como vazios urbanos que não têm viabilidade econômica, já que é preciso fazer acertos nas condições técnicas dessas áreas. “A tônica da questão é descobrir porque esses espaços estão ociosos”, destaca.

O diretor do SindusCon ressalta que, se a prefeitura quer controlar o crescimento da cidade, deve fazê-lo com bases técnicas claras. “Se um loteamento está tecnicamente correto, por quê impedi-lo?”, questiona.

Segundo ele, as discussões realizadas pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano de Bauru (Comdurb) são baseadas em apenas um projeto, de autoria do professor doutor José Xaides de Sampaio Alves. “Qual é a atuação da prefeitura nessa proposta? Não há desenvolvimento sem participação clara e efetiva do poder público”, salienta.

Ele diz que a função do órgão público é dar diretrizes ao crescimento da cidade, buscando novos vetores de expansão. A cidade precisa é de planos estratégicos de atuação, segundo ele. Executar avenidas já projetadas seria uma saída para estimular a ocupação das áreas vazias. “Há neste momento dois vetores que podem muito bem ser explorados: o prolongamento da avenida Nações Unidas até as proximidades da Cesp (Companhia Energética de São Paulo) e o acesso ao novo aeroporto, que naturalmente atrairá o interesse de todos”, destaca.

Ele rebate a idéia de que a cidade cresceu de forma desordenada, lembrando que para cada momento histórico há uma realidade e uma situação diferente.