O empresário Altair Valvassori, proprietário da empresa Delta Informática, sediada em Lençóis Paulista, afirmou ontem à Comissão Especial de Inquérito (CEI) das compras que não tem nota fiscal de entrada do software Autocad versão 2002 adquirido pela Câmara Municipal.
Segundo o presidente da CEI, vereador Luiz Carlos Valle (PSB), o documento foi solicitado à empresa para comprovar a originalidade e a legalidade do produto. “Isso (a falta da nota fiscal) é uma coisa bastante complicadaâ€, avalia.
Valvassori diz que adquiriu o programa da empresa CHS Brasil, de São Paulo. Ele conta que logo após comprar o software foi solicitado dele os dados da Câmara Municipal para o preenchimento da nota fiscal.
Como não não tinha em mãos as informações, ficou acertado que o proprietário da CHS se responsabilizaria pelo preenchimento da nota posteriormente.
O proprietário da Delta Informática relata que o dono da CHS desapareceu. Ele foi informado que a empresa faliu e encerrou suas atividades.
Valvassori afirma que também desconhecia a necessidade de um número de atualização para viabilizar a instalação do software versão 2002 em equipamento do Poder Legislativo.
“Fechamos o negócioâ€
Ele explica que foi procurado por telefone pelo ex-diretor administrativo da Câmara Luiz Renato Joel pedindo informações sobre o software Autocad versão 2002. “Passei o preço e fechamos o negócioâ€, diz.
Valvassori afirma que o produto foi entregue em envelope fechado a Joel juntamente com a nota fiscal de venda emitido por sua loja de informática.
Segundo o empresário, essa foi a primeira vez que realizou uma transação comercial com a Câmara Municipal de Bauru. Ele reconheceu como sendo sua a rubrica no recibo emitido pela Diretoria Financeira do Legislativo no ato do recebimento do cheque.
Questionado sobre o destino do cheque, emitido nominalmente à sua empresa, Valvassori diz que o repassou a terceiros para pagamento de fornecedores, sem especificar quem o recebeu.
O proprietário da Delta Informática garante que em nenhum momento lhe foi proposto o recebimento de propina por servidor da Câmara para o fornecimento do software Autocad 2002.
Ele confirma que já depôs no Ministério Público sobre o caso e que deverá retornar à Promotoria para novos esclarecimentos.