11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Entidades vão sair às ruas contra o reajuste da tarifa dos coletivos

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

Entidades sociais e sindicatos de diferentes categorias decidiram, ontem, iniciar um movimento público contra o reajuste de tarifa do sistema de transporte coletivo e cobrar da Prefeitura Municipal de Bauru soluções para o setor. Os organizadores decidiram uma pauta de ações que vai desde a elaboração de ação judicial contra o aumento à realização de ato público, abaixo-assinado e inserção comercial em veículos de comunicação.

As entidades decidiram a pauta em reunião realizada ontem à noite na subsede regional da Central Única dos Trabalhadores (CUT). A tarifa do transporte coletivo vai passar de R$ 1,00 para R$ 1,20 a partir de 3 de dezembro próximo, conforme decreto do prefeito Nilson Costa (PPS). O movimento convocado pela CUT contou com a adesão de diversas entidades.

As propostas aprovadas ontem começam a ser executadas ainda nesta semana. Um grupo vai discutir com a subseção local da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) a elaboração de uma ação judicial contra o reajuste. Um ato público foi marcado para o dia 27 de novembro, às 17h30, em frente à Câmara Municipal de Bauru. A população será convocada a protestar contra o aumento anunciado pelo Executivo.

As entidades vão confeccionar pelo menos 20 mil panfletos e boletins para alertar a população para a crise no setor de transporte coletivo. Uma carta aberta será distribuída aos cidadãos e à imprensa em protesto contra a política de transporte adotada pela prefeitura.

O Conselho de Usuários do Transporte Coletivo Urbano também está participando do movimento. A entidade se incumbiu de solicitar à Câmara, em nome das demais, a realização de uma audiência pública no dia 29 de novembro, às 19h. As entidades querem convocar os gestores do sistema de transporte a explicar a composição da tarifa, a demora na reestruturação do sistema, a dívida no setor e outros temas relacionados ao setor - como o passe-integração.

O movimento ainda inclui a elaboração de inserções comerciais em veículos de comunicação advertindo a população para a necessidade de discussão das questões. Um abaixo-assinado contra o reajuste da tarifa terá início no próximo sábado, a partir das 9h30, no Calçadão da Batista de Carvalho, esquina com a rua 13 de maio.

Na avaliação do diretor regional da CUT, Paulo Vieira Lima, o movimento quer forçar a discussão pública sobre o transporte coletivo. “A prefeitura vem adiando uma solução para questões centrais como o passe-integração e ainda impõe à comunidade novo reajuste, sem que o sistema tenha sido discutido. As entidades foram chamadas e estão respondendo com ações para colocar o tema de novo nas ruas. O usuário não pode continuar sendo penalizado”, cita.

Outras ações estarão sendo realizadas ao longo do movimento. Uma delas visa expor publicamente o nome dos representantes das entidades que opinaram a favor do aumento da tarifa no Conselho de Usuários. Outros temas, como a meia tarifa para os estudantes, também serão abordados.