08 de julho de 2026
Articulistas

Preservar é um dever


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É facilmente perceptível o desafio ecológico que há muito traumatiza o País, pois constantemente os nossos variados meios de comunicação se encarregam de veicular flagrantes devastações, na quase totalidade dos Estados, de compactas matas ciliares, nome que se dá, como todos o sabem, à ampla vegetação marginante de rios, lagos e rodovias perdidas no espaço. Mostram os difusos informes não só os desenfreios das derrubadas de árvores, de dimensões espetaculares, como os ostensivos deslocamentos das toras para serrarias, marcenarias e outras indústrias, assim como suas desmedidas e incontroláveis exportações para várias nações vizinhas. Têm-se registrado algumas intervenções repressivas de órgãos governamentais contra os abusos, porém são elas tão destituídas de rigor e sustentação que não logram todo o resultado colimado pela nação, a qual, conseqüentemente, vai perdendo a vitalidade vegetativa que a caracterizava desde a sua descoberta. A prosseguir assim, ininterruptamente, deverá o Brasil assistir proximamente ao total colapso do seu ecossistema, o que será responsável pelo maior incremento de sua poluição ambiental, da qual resultará, sem dúvida, amplo aumento da mortalidade humana, especialmente infantil.

Vive, assim, a nossa população, sob a ameaça de um terrível desequilíbrio geocinético entre o homem e a natureza, o que poderá acabar tornando impossível a continuidade do crescimento demográfico que a família brasileira levou séculos e séculos para alcançar e dele se vangloriar. A preservação ecológica no País é, portanto, totalmente imprescindível, precisando de ser defendida vigorosamente, a todo custo, tanto pelos poderes públicos constituídos como por toda a sociedade despreocupada, todos se lembrando, sem nunca se esquecer, de que a preciosa terra, com suas admiráveis belezas e riquezas, foi criada por Deus para que todos os seres possam dela aproveitar no melhor sentido. Portanto, ninguém pode descurar-se da gravidade do problema, tendo de contribuir para que as nossas desprotegidas florestas evitem o choro que emitem a cada árvore que os vândalos lançam sobre o solo, subtraindo-lhe a preciosa existência com perceptível visos de perversidade. É a nossa opinião. (O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado)

PS - Ao prezado professor Gilberto Sidney Vieira agradecemos as bondosas referências que nos passou sobre nosso artigo “Vivendo e aprendendo”, bem como as explicações que nos deu sobre o termo “feedback”.