11 de julho de 2026
Política

Mutuários vão insistir na cassação de Milton Dota Jr.

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

O presidente da Associação dos Mutuários do Núcleo Habitacional Mary Dota, Paulo Roberto Ferreira, informou ontem que vai protocolar de novo na Câmara Municipal um pedido de cassação do mandato do vereador Milton Dota Jr. (PTB).

Na semana passada, a entidade protocolou pedido nesse sentido, indeferido pelo consultor jurídico do Legislativo, João Batista Porto. Ele argumentou que os fatos elencados pela associação foram registrados anteriormente à eleição do petebista à Câmara.

O parlamentar, que também é advogado, é acusado de abandonar processos de mais de 600 mutuários logo após se eleger ao Legislativo.

Porto também alegou que o pedido deve ser feito por eleitores. “Respeito a opinião do consultor, mas é preciso lembrá-lo de que as conseqüências do abandono das ações estão ocorrendo agora”, explica.

Ferreira diz que nos próximos dias vai novamente protocolar um novo pedido de cassação, desta vez em nome dos mutuários e na condição de eleitores.

Representação nesse sentido também foi protocolada na Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania, que ainda não se manifestou sobre o caso.

O presidente da Associação de Mutuários do Núcleo Habitacional Mary Dota garante que o pedido de cassação de Dota Jr. não está relacionado a nenhum ato de intimidação provocado pelo Palácio das Cerejeiras.

O vereador acusa Ferreira de ser “instrumento de intimidação” por parte da administração municipal pelo fato de ter sido o autor do pedido de instalação da Comissão Especial de Inquérito (CEI) do viaduto.

“As coisas têm que ser separadas. Esse pedido de cassação não tem nada a ver com a CEI do viaduto. Nós denunciamos o Dota Jr. há mais de dois anos. Não é coisa recente”, afirma.

Ele conta que na época o vereador não se dispôs nem mesmo a debater o problema com os mutuários para propor uma alternativa viável ao acompanhamento das ações impetradas na Justiça que pedem a redução das mensalidades da casa própria.

“Ele simplesmente virou as costas. Como pode um homem público prejudicar tantas pessoas de uma só vez e ficar impune?”, questiona.