Contudo, a administração de tráfego admite que a realidade das infrações de trânsito e a característica de algumas vias pode levar à rediscussão sobre a opção por lombadas ao invés de radares.
Um desses pontos seria a baixada da avenida Rodrigues Alves, nas proximidades da rotatória para o Distrito Industrial e o Geisel. O ponto preenche alguns dos requisitos apropriados para uma lombada. Mas no local há um radar fixo, uma escolha que combate pelo menos alguns dos argumentos técnicos em uma via com duas pistas.
Segundo os técnicos, a lombada é mais apropriada em locais onde haja a necessidade de reduzir a velocidade em um ponto determinado, geralmente para facilitar a passagem de pedestres e o cruzamento em nível. Assim, o trecho da avenida Rodrigues Alves preenche este e outros requisitos: há uma rotatória próxima ao radar, no sentido centro-bairro, há espaço nas laterais da via ou mesmo no canteiro central para a implantação de lombada.
Discussão parecida poderia ser feita em relação ao radar existente na proximidade da rotatória do Jardim do Contorno, na avenida Nações Unidas e, sobretudo, em ruas onde a velocidade limite permitida não é linear.
Estes exemplos - aliados à generosidade com que o motorista vem se comportando diante das lombadas - indicam a necessidade de rediscussão pela escolha do equipamento mais adequado para cada ponto crítico tendo como pontos fundamentais critérios que vão além das distinções técnicas, mas que incluam também fatores psicológicos, de comportamento e, inclusive, econômico.