Sou morador do distrito de Tibiriçá (Bauru, a uns 20 quilômetros). A empresa de transporte coletivo “Grande Bauru†nos serve desde a desativação da antiga empresa Quaggio; por sinal, em regra geral, um bom atendimento. Porém, venho através da coluna do leitor do JC solicitar um melhor atendimento no que diz respeito aos idosos e aos outros passageiros em geral.
1 - No dia 08/11/02 eu e minha esposa embarcamos no coletivo das 15h05 com destino a Tibiriçá. Eu fiquei em pé em razão da diminuição dos assentos, tanto anteriores como posteriores, do local onde fica o sr. cobrador. Nesse dia estavam também para viajarem para Tibiriçá um número maior de idosos, porque, entre os dias 02 e 13 de cada mês, essas pessoas, como acontece também comigo que já passei dos 72 anos, nos dirigimos até a cidade (Bauru) para receber nossos proventos, proporcionados pela aposentadoria.
No dia e horário acima mencionados, no veículo da empresa, existiam vários lugares vazios na parte posterior do ônibus. Alguns dos aposentados (idosos) pediram ao sr. cobrador que abrisse a porta de traz, a fim de viajarem mais confortável, pois o percurso até Tibiriçá é de uns 50 minutos, não contando que nesse horário o coletivo faz no meio da viagem uma “esticada†até as chácaras do bairro de Santa Maria (uns 4 kms de estrada de “chãoâ€). O sr. cobrador disse que essa providência solicitada não era permitida.
Como entre aquelas pessoas tinha uma senhora, que além de ir até Tibiriçá, ainda tinha que percorrer uns 5 kms para chegar até sua residência. Então a pedido de minha mulher paguei a minha e a passagem da referida senhora. Até aí tudo bem, mas é bom lembrar que o passe do idoso ou deficiente físico é um direito adquirido por lei. Então, meus companheiros, nessa situação temos o direito, como se tivéssemos pago a referida passagem. Um exemplo bom, por sinal: o motorista que trabalha das 6h às 15horas nos dá um tratamento mais respeitoso, ou seja, quando tem lugares na parte de traz (sobrando) ele e seu cobrador nos propiciam esse conforto. E também referida pessoa atende a todos com toda cortesia possível; quando uma senhora grávida, um idoso, mulher com criança no colo ou com embrulhos entra no veículo, o mesmo só arranca se essas pessoas estiverem acomodadas, e ainda cumpre rigidamente os horários pré-determinados.
Finalizando, não queremos muito, idosos, gestantes e outros passageiros, mas sim um tratamento respeitoso. Não reivindicamos a entrada pela porta de traz, porque os senhores funcionários da “Grande Bauru†estão cumprindo determinação da Empresa. Muito obrigado. O clube dos “idosos†agradece. (Tenente Macedo - RG. 1.827.054)