07 de julho de 2026
Auto Mercado

Editorial

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 1 min

Quantas vezes você já entrou no carro e lembrou de ajustar os bancos, os espelhos retrovisores e o cinto de segurança? Provavelmente, a resposta seja muitas.

Mas e em relação ao apoio de cabeça? Nesse caso, certamente a resposta será completamente diferente. Isso porque muitos motoristas relegam o equipamento ao completo abandono por desconhecer sua extrema importância no quesito segurança.

Não é raro ouvir comentários do tipo: “Desde que comprei meu veículo, jamais mexi no encosto!” ou “Meu automóvel nem tem isso!”. Entretanto, quem diz isso não sabe que o apoio de cabeça existente nos carros pode ser o responsável por salvar sua própria vida.

Ele não está ali à toa ou como mero enfeite. Sua principal função é evitar que, em colisões, o motorista possa sofrer lesões capazes até de o incapacitar fisicamente a realizar movimentos. Isso porque o efeito de uma simples batida traseira pode ser devastador para um condutor cujo encosto de cabeça esteja malposicionado.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), todos os anos, 50 em cada 1 milhão de brasileiros sofrem fratura na coluna. O número é maior do que o dos Estados Unidos (30 casos em cada 1 milhão) e pior ainda quando comparado à Europa (de oito a 14 ocorrências por milhão).

Ainda de acordo com a OMS, os principais vilões, que colaboram para fazer tais números crescerem, são os acidentes de trânsito. Graças a eles, é cada vez maior o número de vítimas que sofreram traumas neurólogicos, que em alguns casos poderiam ser evitados com um rápido e simples ajuste do apoio de cabeça.

Literalmente, entrar no carro e ajeitar o encosto é salvar o pescoço.