09 de julho de 2026
Política

Com Majô, grupo agora é dos '12'

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

A bancada da situação conseguiu agregar mais um vereador para reforçar o grupo dos 11, que a partir de agora passa a ser dos “12”, com vista à eleição da presidência da Câmara Municipal.

Reunidos num discreto jantar realizado logo após a sessão legislativa de anteontem, o grupo saudou a adesão da vereadora Majô Jandreice (PC do B), que chega com o status de virtual candidata à presidência do Poder Legislativo.

Participaram do evento os vereadores Osvaldo Paquito (PPS), Edmundo Albuquerque (PPS), Faria Neto (PDT), Renato Purini (PV), José Eduardo Ávila (PFL), Leandro dos Santos (PPS), Walter Costa (PPS), Paulo Eduardo Martins Neto (PFL), José Walter Lelo Rodrigues (PTB), Roberto Bueno (PTB) e Pastor Luiz (PL).

Além de Majô, também disputam a indicação seus colegas de plenário Martins Neto e Purini, até então considerado o “plano B” nos bastidores da sucessão, após o declínio da candidatura do vice-presidente Roberto Bueno.

A comunista arranca conjecturas entre alguns parlamentares, que vêem em sua figura feminina um ponto positivo numa virtual candidatura. “A Câmara, em toda a sua história, nunca teve uma mulher no comando”, ressalta um parlamentar do grupo que preferiu não ser identificado.

A intimidade da vereadora com o Palácio das Cerejeiras também está sendo levada em consideração pelo grupo. “Ela tem bom trânsito tanto no Executivo como Legislativo. E também é ponderada”, elogia um nilsista.

A condição virtual da candidatura de Majô já é assumida, extra-oficialmente, por alguns dos integrantes do grupo. Aliás, os vereadores aproveitaram o clima descontraído da reunião para eleger Edmundo Albuquerque (PPS) porta-voz do grupo.

Ele comenta que “não há nada de novo” com a chegada da parlamentar comunista no grupo.

“Continuamos pregando que a nova direção da Câmara terá de ser independente do Poder Executivo, mas terá de trabalhar em sintonia, visando o bem comum e evitando confrontos. Temos de garantir condições de governabilidade ao prefeito Nilson Costa”, prega.

A adesão de Majô ao bloco governista impõe perda à bancada da oposição, embora deve ser levado em consideração que o grupo situacionista também registrou duas baixas: os vereadores Rodrigo Agostinho (PMDB) e José Humberto Santana (PV).

Nos bastidores da corrida à sucessão da Câmara Municipal comenta-se que a manobra que atraiu Majô ao bloco da situação tem por objetivo minar a candidatura assumida do vereador José Carlos Batata (PT), que ainda acredita que a comunista possa ser uma aliada na eleição do próximo dia 15.

Ainda pelo bloco da oposição, Santana tenta aglutinar forças em torno de seu nome. O verde, porém, terá que se desdobrar para convencer uma maioria simples de 11 vereadores de que é a melhor opção para administrar o Poder Legislativo no biênio 2003/2004.