08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Controle de natalidade


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Como quase todos os brasileiros atentos ao noticiário desse histórico momento de transição, vejo que o nosso presidente eleito está preocupado com a fome que hoje assola grande parte do povo brasileiro. Preocupação sincera, principalmente porque Lula já passou por isso e sabe o quanto isso dói.

Essa política assistencialista do nosso presidente é a única alternativa para o momento, e é compreensível que esse seja o seu primeiro ato. Aliás, estamos num País onde a solidariedade se faz presente sempre que necessária, graças a Deus. Nossa mídia tem ajudado muito, embora alguns empresários, artistas, atletas e também políticos, usam a filantropia como demagogia, mas faz parte.

Só que se não fizermos um controle de natalidade rígido e responsável vai chegar o tempo em que não haverão campanhas suficientes para matar a fome de tanta gente. Nesse vaivém de reportagens que os canais de TV fazem abordando esse assunto, vimos cidadãos que moram em barracos de cinco metros quadrados e têm nove filhos. E temos que tratar de todos. E se eles tiverem a mesma mentalidade dos pais, daqui a 15 ou 20 anos teremos 81 desprotegidos, que passado mais igual tempo serão 729 e assim por diante.

O excesso de gente polui as águas, o ar, gera desmatamento, gera bandidos de ocasião, gera conflitos e guerras que são a forma de eliminar esse excesso, que com um pouco de inteligência e vontade não é tão difícil de evitar. Dizem que os políticos e portadores do poder em geral evitam esse assunto, pois ele traz desgastes junto aos poderosos eclesiásticos que dominam a maior parte da população e em nome de Deus exigem que se cumpra o crescei-vos e multiplicai-vos.

Santa ignorância. Não gosto de discutir religião, embora seja um fiel credor da existência desse Deus maravilhoso que com certeza não criou o ser humano para que ele passe privações. Em suma, Deus não está nem um pouco satisfeito vendo seus filhos passarem fome.

Sou contra as guerras, o extermínio e principalmente o aborto, mas sou totalmente a favor a que, por exemplo, começando pelo Brasil, governo, povo e mídia iniciassem uma campanha pesada de esterilização, principalmente masculina, que é a mais fácil. É investimento agora com retorno a curto prazo. Serão menos cadeias, menos hospitais, escolas, empregos, água, enfim hoje embora bastante atrasados é a única maneira de tentarmos solução para todos os nossos problemas. Que essa idéia seja levada adiante já. Não podemos ficar a espera de um milagre. Controle já, principalmente no meio de famílias mais pobres que por incrível que possa parecer são os que mais procriam. (Vítor Rodrigues Ruiz - RG: 11.225.892)