Agora que o final de ano está chegando, venho de público agradecer e render minhas sinceras homenagens a uma pessoa sensível, prestativa, humanista e visionária. Afinal, trata-se de um homem iluminado, que há quase 40 anos percebeu, como poucos, a necessidade de melhor cuidar e reabilitar as nossas crianças portadoras de fissura labiopalatal.
Como se não bastasse, logo começou também a se dedicar aos casos mais complexos de deformidades craniofaciais e deficiência auditiva. Esse homem e sua equipe, seus magníficos e competentes profissionais, são hoje responsáveis por mais de 55 mil pacientes cadastrados desde o final da década de 60. Um atendimento que já foi premiado pela Organização Mundial de Saúde e que serve de referência dentro e fora do nosso Brasil.
Eu estou falando do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo, o nosso Centrinho, e de seu superintendente, cirurgião-dentista com especialização em radiologia, professor José Alberto de Souza Freitas. Ou, como é mais conhecido, Tio Gastão. Incansável, determinado e bom amigo. Sempre com seus ombros amigos disponíveis a amparar quem mais necessita deles.
Como mão de paciente que sou, conheço o Centrinho por dentro. E sei da capacidade e da gentileza que são marcas registradas de todos os seus maravilhosos funcionários - de médicos a enfermeiros, passando por fonoaudiólogos, dentistas, otorrinolaringologistas, psicólogos, assistentes sociais, atendentes e, claro, diretores atenciosos e bem-preparados.
Tudo isso é personalizado na figura de Tio Gastão - um exemplo vivo de vitalidade, dinamismo e amor profundo ao que faz. Tem mais: também é devoto de São Francisco de Assis e, como tal, segue à risca os preceitos franciscanos: ajudar o irmão pela força do trabalho; consolar o aflito, orientar o desorientado; amar quem não sabe o que é amor e ofuscar limitações pela luz do Criador.
Parabéns, Tio Gastão, Centrinho e funcionários por recuperarem tantos sorrisos inocentes. Somos todos eternamente gratos por sua inabalável vocação em trabalhar pelo benefício alheio - seja quem for. Que essa edificante história sirva de exemplo não só para as atuais e futuras gerações, mas também aos nossos governantes. São, enfim, exemplos de vida como esse que nos fazem acreditar que o Brasil tem jeito e que, juntos, podemos dar as mãos para construir um País mais próspero, igualitário e feliz. (Catarina Carvalho, mãe de uma paciente do Centrinho e Apiece)