08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

O circo


| Tempo de leitura: 2 min

Bauru realmente está entregue às almas, senão vejamos: radares constituindo uma verdadeira indústria de multas, com o objetivo de lesar o já lesado bolso dos cidadãos; aumento das tarifas de coletivos acima da média inflacionária e bem aquém dos aumentos salariais daqueles que fazem uso; a Câmara Municipal composta por 21 vereadores “dignos representantes da população”, enlameados por escândalos que são verdadeiros “casos de polícia”. Eu me pergunto: até quando a população é obrigada a suportar tantos ataques ao seu bolso, à sua reputação como cidadãos bauruenses, pois lá fora somos alvos de piadas. Agora, além disso tudo, também somos prejudicados em nosso lazer, justamente aqui, uma cidade tão carente de programas para família. Não sou lobista de “circo” algum, porém quero ressaltar que o circo como atração e lazer da família existe há vários milênios, se confunde com a história do homem, e não se conhece ou se teve notícia de que, em algum ponto deste imenso globo terrestre, município algum o proibisse em seu território e justamente aqui “onde o circo está montado” e não temos um corpo de vereadores que em sua maioria realmente defenda seus direitos, aparece uma lei estapafúrdia, para não dizer excêntrica, de autoria de um edil excêntrico, que só legisla em nome de animais irracionais, surge a famigerada “lei” que proíbe sua apresentação. Realmente, o que vivemos nesta urbe é digno de um circo mal administrado, daqueles de periferia, de ínfima audiência, por um simples motivo: se esqueceu de seu público alvo que é a população, seus fiéis espectadores, para não dizer, seus financiadores já que somos nós que recolhemos todos os tributos que tanto nos oneram e mantêm este circo mal administrado e com a lona toda furada ainda em pé. A cidade ainda está tomada em sua quase totalidade de vias públicas, principalmente nas periféricas por buracos, valas e congêneres, pelos sinistros radares e agora também por leis que se preocupam mais com animais do que com os homens. Peço aos homens sérios desta douta Casa, que comecem a preocupar-se com o eco que se propaga além de nossas fronteiras, pelos atos ali praticados e pelos não praticados em favor da população, e que comecem a legislar não em prol de leis sensacionalistas, mas centrem seus esforços em torno de coisas sérias. Vamos nos lembrar que a população está humilhada e massacrada, vamos nos lembrar do animal racional que é o homem e a tudo que tem direito, inclusive ao lazer, pois este é o cidadão comum que faz parte desta pequena, porém maravilhosa sociedade que compõe a cidade de Bauru. (Aparecido Carlos Leandro - RG 15.506.285)