10 de julho de 2026
Economia & Negócios

Lojas do Calçadão abrem até 22h hoje

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

Apostando no pagamento da primeira parcela do 13.º salário, hoje as lojas instaladas no Calçadão da Batista de Carvalho ficarão abertas das 9h às 22h. A Associação das Empresas do Calçadão (AEC) e a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) não arriscam previsões sobre o volume de vendas para este final de ano, mas afirmam que se ficar no mesmo patamar de 2001 será um ótimo resultado.

De acordo com o presidente da AEC, Francisco Alberto De Bernardis, além de apostar na circulação do 13.º salário no comércio já a partir de hoje, o horário estendido de funcionamento das lojas do Calçadão hoje também servirá para “testar” a estratégia. Isso porque, a partir do dia 6 de dezembro, todas as lojas do comércio central começarão a atender até as 22h de segunda a sexta-feira, até o Natal.

“Não é sempre que as pessoas têm dinheiro na mão, e quando têm é preciso valorizar. O horário noturno no comércio sempre foi bem recebido, porque muitas pessoas trabalham o dia todo e só têm o período noturno para fazer compras”, observa Bernardis.

Quem passar pelo Calçadão hoje verá uma iniciativa diferente da AEC: dez bandas de música percorrerão as quadras da Batista de Carvalho durante todo o dia, animando os consumidores.

A decoração natalina do local deve estar totalmente instalada em breve. Neste ano, o tema vencedor escolhido pelos membros da AEC e CDL foi “Natal de luz”, projeto que colocará cerca de 40 mil microlâmpadas espalhadas por todas as sete quadras do Calçadão. Concebido pelo publicitário Milton Puga, o projeto está orçado em aproximadamente R$ 40 mil.

“Além de deixar o Calçadão mais bonito, essas luzes trarão mais segurança”, observa Bernardis. Segundo ele, em função da crise econômica nacional, neste ano o Natal terá características diferentes. Em função disso, os investimentos estarão voltados a mercadorias mais baratas.

“Todo ano, os comerciantes prestam atenção à condição econômica da maioria da população e se adequam a essa realidade. Tudo indica que este será o Natal dos presentes mais baratos”, diz o presidente da AEC.