As obras do prédio do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo, paralisadas depois do escândalo do desvio de mais de R$ 169 milhões de verbas, foi retomada e deve ser concluída em 15 meses.
A informação é da presidente do órgão, a juíza Maria Aparecida Pellegrina, que esteve ontem em Bauru participando de um evento em homenagem à mulher advogada, na Ordem dos Advogados do Brasil, subseção Bauru.
De acordo com ela, que assumiu o cargo no dia 16 de setembro, no lugar do juiz Nicolau dos Santos Neto, principal acusado do desvio de verbas, a expectativa é de terminar a construção em pouco mais de um ano, se não houver nenhuma interrupção na liberação do dinheiro. “Eu acredito que o novo governo, que vai assumir em 2003, também aposte na conclusão dessa obraâ€, salienta.
Pelos cálculos da juíza, estão faltando aproximadamente R$ 55 milhões para concluir a construção do prédio. “Nós já conseguimos R$ 21 milhões de verba especial do governo e tenho certeza de que o restante será liberado ao longo de 2003.â€
Bauruense, Maria Aparecida esteve ontem em Bauru ministrando a palestra “A Mulher, o Poder e o Direitoâ€, durante o Encontro da Mulher Advogada de Bauru e Região, que reuniu dezenas de profissionais na OAB/Bauru.
A juíza explica que as mulheres estão, a cada dia, ganhando força no judiciário. “Na Justiça do Trabalho, 56% dos magistrados são do sexo femininoâ€, explica.
Ela salienta que esse contingente superior pode ser explicado pelo dom natural das mulheres para lidar com as causas sociais. “Principalmente na área trabalhista, nós trabalhos muito com o lado social e isso acaba atraindo as mulheresâ€, destaca.
Esse crescimento da ala feminina pode ser constatada pela própria eleição de Maria Aparecida, que foi a primeira juíza eleita para o TRT nos 62 anos de história do tribunal. “A mulher está tomando o seu lugar, dominando áreas que até tempos atrás só os homens trabalhavamâ€, afirma.
Dos 2, 8 mil advogados registrados na OAB/Bauru, 42,8% são mulheres.