08 de julho de 2026
Geral

Impotência atinge 46% dos homens

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

A disfunção erétil ou impotência sexual masculina atinge atualmente cerca de 46% dos homens brasileiros com mais de 18 anos, em maior ou menor grau. As causas vão desde o cansaço mental até o consumo de cigarros. O problema até pode ser resolvido com medicamentos. Mas muitas vezes, a disfunção está ligada a aspectos emocionais. Neste caso, é preciso fazer uma psicoterapia.

Essas informações fizeram parte da 1.ª Jornada de Disfunção Erétil realizada ontem de manhã na Casa do Médico.

Participaram do evento a psiquiatra Carmita Abdo - um dos principais nomes da psiquiatria em disfunção erétil no Brasil, hoje -, o urologista Aguinaldo Nardi e o pesquisador Alister Cara.

De acordo com os dados apresentados por Nardi, a exemplo do Brasil, homens de outros países da Europa e também nos Estados Unidos sofrem do mesmo problema na mesma proporção. Ou seja, cerca de 50% de americanos e europeus apresentam disfunção erétil.

Nardi apresentou ainda, durante a palestra de ontem, um estudo sobre o declínio hormonal no homem.

Essa diminuição, segundo ele, pode provocar o aumento da diposidade do abdómen (a famosa barriga), diminuição da força muscular e cansaço, entre outras coisas.

Para o urologista, a diminuição de hormônios nos homens não tem uma causa definida, mas está ligada ao estresse e ao consumo de cigarro.

Este último, segundo ele, é o grande vilão tanto na disfunção erétil como na incidência de câncer.

“O cigarro atua de duas maneiras no pênis. Ele diminui o fluxo de sangue e danifica uma célula da musculatura do pênis que serve para provocar o relaxamento do órgão. A partir do momento que a célula deixa de cumprir sua função, pelo efeito do cigarro, isso leva a disfunção erétil”, expôs o urologista.

Segundo ele, esse dado não tem nada a ver com terrorismo científico. “Isso é provado e não tem mais discussão. Existem publicações científicas que tratam desse assunto”, argumentou.

De acordo com estudo apresentado pela psiquiatra Carmita Abdo, a impotência sexual está ligada também ao aspecto profissional. Segundo ela, homens desempregado têm duas vezes mais chances de ter disfunção erétil.

Na opinião da psiquiatra, que também é professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), campanhas como a que está sendo feita na TV com personalidades, como Pelé, levam os homens a conversar mais com os médicos sobre o resgate da potência sexual.

Os medicamentos, segundo ela, ajudam o homem a recuperar sua função sexual imediata. “Mas, a partir daí é preciso tratar a causa. Se a disfunção for motivada por questões emocionais é recomendado buscar ajuda na psicoterapia”, defendeu Carmita.