07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Parecer 1 O vereador Paulo Eduardo Martins Neto (PFL), relator do requerimento que pede o afastamento do petebista Roberto Bueno da CEI das compras - de autoria de José Humberto Santana (PV) -, adianta que não encontra sustentação no pedido do parlamentar verde. Ou seja, seu parecer vai ser pela continuidade de Bueno na comissão de investigação.

Parecer 2 Mas o assunto não deve ser apreciado pelo plenário da Câmara Municipal na sessão de amanhã, conforme esperava-se. É que Paulo Eduardo vai encaminhar seu posicionamento ao consultor jurídico da Casa, João Batista Porto, para análise da legalidade e constitucionalidade do requerimento. Com isso, Bueno ganha mais alguns dias de folga.

Parecer 3 Santana fez o pedido de afastamento do vice-presidente do Legislativo da CEI das compras por entender que ele está sob suspeição nas investigações que estão sendo feitas pela comissão. Quem vai decidir pelo afastamento ou não do petebista será o plenário da Casa, em votação direta. Resultado com maioria simples - tanto a favor como contra - decidirá a situação.

Bico aberto O governador de São Paulo, o tucano Geraldo Alckmin, abriu o bico ontem e disse esperar que o governo federal use os mesmos critérios para beneficiar todos os Estado. Alckmin referia-se a uma possibilidade de a União ressarcir as despesas do governo de Minas Gerais com as estradas federais. O tucano disse entender as dificuldades de seu colega mineiro, Itamar Franco, mas lembrou que também investiu em obras nas rodovias administradas pela União e que cortam o Estado.

Arrepios A posição do governador paulista confirma a preocupação do coordenador da equipe de transição do novo governo, Antônio Palocci Filho (PT), de que o pleito de Minas Gerais poderia gerar um efeito dominó. Itamar, que em princípio preferiu não fazer comentários sobre a polêmica, agora já fala em conciliar.

PT desbancado O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, pode enfrentar os primeiros anos de mandato com uma bancada desprovida de projeção e sem astúcia política no Senado, caso convoque quatro dos mais influentes senadores do seu partido para compor o Ministério, como se especula. Na lista de ministeriáveis estão com fortes chances de irem direto para gabinetes na Esplanada Cristovam Buarque (DF), Marina Silva (AC), Paulo Paim (RS) e Aloízio Mercadante (SP).

Sem saída

“Uma bancada forte e proeminente ou um ministério com visibilidade política”, é a opção que o vice-líder do governo, senador Romero Jucá (PSDB-RR), acredita que o presidente terá de fazer. “O cobertor do PT é curto, tem pouca gente, Lula terá de decidir se quer cobrir os pés ou a cabeça”, constata.

Descanso Mas o assunto não fez parte da agenda de Lula, ontem. Ele permaneceu em descanso com a família em sua residência em São Bernardo do Campo, região da Grande São Paulo. Lula não recebeu visitas de autoridades nem de políticos. Amanhã, Lula se encontra com o presidente argentino Eduardo Duhalde. Na manhã de terça, embarca para o Chile, onde se encontra com o presidente Ricardo Lagos. Ele retorna a São Paulo na quarta-feira. É a primeira viagem internacional após a eleição.