A primeira fase de matrículas nas Escolas Municipais de Educação Infantil (Emeis), que atendem crianças de 3 a 6 anos, termina hoje. Como nos anos anteriores, houve fila em várias escolas, mas a Secretaria Municipal de Educação informa que fará uma segunda etapa de inscrição em fevereiro.
Porém, não divulgou quantas matrículas foram feitas ontem, quantas vagas restam para hoje e se há ou não fila de espera. A informação prestada ao JC é que a pasta ainda não havia feito balanço das inscrições.
Há pais que já reclamaram do número de vagas oferecidas. Andréia Pereira, que mora no Núcleo Mary Dota, está preocupada com a possibilidade de não conseguir matricular a filha de 3 anos. “Abriram só seis vagas para o maternal. Eu nem cheguei a entrar na fila porque as vagas iam acabar antes de chegar a minha vez. Espero que abram um número maior de vagas no começo do anoâ€, desabafa.
Solange Ferreira dos Reis, diretora do Departamento de Educação Infantil da Secretaria de Educação, afirma, através da assessoria de imprensa da prefeitura, que essa primeira etapa de matrículas visa levantar a demanda por vagas. Segundo ela, com base na procura verificada agora a secretaria vai abrir novas classes caso haja necessidade.
Além da semana intensiva de matrícula prevista para fevereiro, Solange lembra que os pais poderão procurar as Emeis em qualquer época do ano, diz a nota da assessoria. Na sexta-feira passada, ela informou ao JC que as 45 Emeis e cinco creches municipais devem oferecer 7.000 vagas em 2003.
A dona de casa Beatriz Andréia Ribeiro Silva foi uma das mães que passaram o final de semana na fila para garantir a vaga para a filha. Moradora do Núcleo Nobuji Nagasawa (Bauru 2000), ela fez plantão em frente à Emei Márcia Almeida Bighetti desde o meio-dia de sexta-feira para matricular a filha de 3 anos no maternal.
Ontem pela manhã ela fez a matrícula. “Tinha seis vagas para o maternal e eu era a segunda da fila. Então não tive problemasâ€, conta. Mas ela lembra que enfrentou chuva e noites mal dormidas. “Eu e meu marido nos revezamos na fila. Dormimos na área de uma casa em frente à escola de domingo para segunda por causa da chuvaâ€, diz.
Joel Izidoro da Silva, marido de Beatriz, critica o sistema de matrículas. “Deveria ter uma pessoa para distribuir senha para as pessoas à medida que elas chegassem na fila. Será que as autoridades não têm conhecimento desses fatos para acertar no próximo ano?â€, questiona.