• Bem brasileiro
O governo está avaliando que o Natal deste ano será “made in Brazilâ€. As altas na cotação do dólar e o ritmo mais lento da economia brasileira em 2002 levaram o Brasil a reduzir as compras de produtos de outros países. As importações de matérias-primas e produtos intermediários, por exemplo, caíram 15,7% nos primeiros 11 meses do ano em comparação com o mesmo período de 2001.
• Compras
Mesmo com as importações em baixa, o governo espera uma redução menos drástica das compras no final deste ano na comparação com números de outros meses de 2002. No confronto dos valores mensais com os respectivos meses de 2001, a compra de mercadorias internacionais tem apresentado forte queda. Em agosto a redução chegou a 18,1%; em setembro, 3,5%; em outubro, 10,2%, e em novembro as importações diminuíram 8,3%.
• Positivo
A tendência de compra de produtos nacionais neste fim de ano deve ser comemorada, ao contrário do que muitos podem pensar. Isso contribui para os dados da balança comercial brasileira, principal responsável pela melhora das contas externas do Brasil em 2002. Isso ocorre porque, apesar das importações menores, as vendas nacionais melhoram com a alta do dólar. No ano, as exportações já somam US$ 55,119 bilhões, cerca de 2,3% a mais do que em 2001.
• Exterior
Em novembro, as vendas de mercadorias brasileiras somaram US$ 5,127 bilhões, o melhor resultado da história para os meses de novembro. Além disso, é a primeira vez que as exportações ultrapassam a marca de US$ 5 bilhões em novembro. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o País vendeu 13,9% a mais para o Exterior.
• Balança
A soma de todos esses dados resulta no saldo acumulado da balança comercial deste ano. Até o mês passado, as exportações brasileiras superaram as importações em US$ 11,320 bilhões, o maior valor desde 1994. No período de 12 meses - de dezembro de 2001 até o mês passado - o superávit comercial chega a US$ 12,174 bilhões, também o melhor número para os anos regidos pelo Plano Real.
• Aviões
Um acordo assinado ontem entre a Embraer e a companhia chinesa de defesa AVIC II resultará na primeira unidade de produção da Embraer no Exterior. Trata-se de um contrato de US$ 25 milhões para a construção de uma fábrica destinada à montagem de aviões de passageiros na China. A Embraer é a quarta maior fabricante de jatos do mundo.
• Exportações
Os recursos serão destinados apenas para a implantação da joint-venture, que deve começar a produzir no final do primeiro semestre de 2003. Inicialmente, a joint-venture deverá produzir 12 aeronaves por ano a partir de 2003, quando a empresa prevê exportações totais de 145 aeronaves. A meta é de que sejam fabricados nessa empreitada entre 250 e 300 aviões, avaliados em cerca de US$ 19,5 milhões cada, nos próximos dez anos.
• INSS
A partir deste mês, prosseguindo até novembro de 2003, a tabela usada pelos contribuintes individuais (autônomos, empregadores e facultativos) para recolher as contribuições devidas mensalmente à Previdência Social perderá duas classes: a 6 e a 7. A mudança inclui os contribuintes inscritos na Previdência até 28 de novembro de 1999. Quem entrou para o sistema de 29 de novembro de 1999 em diante, não utilizam a tabela para contribuir.
• Tabela
Com a alteração, no pagamento a ser feito até o dia 15 de janeiro de 2003 a tabela terá apenas três classes: de 1 a 8, 9 e 10. A eliminação das classes começou em dezembro de 1999, por meio da lei nº 9.876/99, e prosseguirá até a extinção. A partir de dezembro de 2003, todos os contribuintes individuais poderão recolher sobre o valor que quiserem, desde que respeitem os valores mínimo e máximo determinados pela Previdência Social.