Pelo menos 12 mil pessoas carentes serão beneficiadas com as campanhas de Natal que estão sendo promovidas por cinco instituições de Bauru. O número representa cerca de 15% daqueles que vivem abaixo ou dentro da linha de pobreza - aproximadamente 75 mil sobrevivem nestas condições, indicam dados da Secretaria do Bem-Estar Social (Sebes).
Só a 8.ª edição da campanha Natal Fraternal, promovida pela rede de supermercados Confiança, espera contribuir com 11.773 assistidos em 69 entidades, sendo 58 cadastradas pela Sebes.
Conforme o JC tem divulgado, nesta campanha, o montante dirigido à cada instituição será arrecadado através da venda de convites para o “Show Solidário†do cantor Daniel, agendado para o dia 27, no Recinto Mello Moraes, a partir das 21h30.
São 40 mil convites à venda por R$ 10,00, que serão comercializados por intermédio das próprias entidades assistenciais. Em recente matéria publicada, o proprietário da rede Confiança, Jad Zogheib, explicou que a promoção deve render cerca de R$ 300 mil aos carentes.
“Do total de R$ 400 mil que será recolhido, R$ 100 mil bancarão parte do custo do show. Outros R$ 70 mil serão investidos pela redeâ€, explica.
Cada instituição recebeu da Associação das Entidades Assistenciais de Bauru um lote de convites e o que vender será dela. Ingressos também podem ser adquiridos nas lojas da rede Confiança.
Já a Associação de Pais para a Integração Escolar da Criança Especial (Apiece) está desenvolvendo uma campanha paralela de Natal, que visa distribuir cestas básicas aos seus 48 internos.
“Como contribuímos diariamente com a alimentação dos assistidos, nos sentimos na obrigação de garantir à família deles pelo menos uma cesta básica até início de fevereiro, no período de fériasâ€, explica a presidente da instituição Catarina Carvalho.
No dia 10, último dia de aula, os alunos vão participar de um almoço de confraternização a partir das 11h30. No início da tarde, presentes serão distribuídos pelos professores da Apiece.
O “Natal com Comida†depende da doação de cestas básicas. “Numa época em que as diferenças sociais são mais flagrantes, ou seja, nos festejos de fim de ano, contamos com outras parcerias e colaboraçõesâ€, comenta Catarina.
Papai Noel
A Associação dos Moradores do Núcleo Edson Francisco da Silva (Bauru 16) também reivindica doações, mas de brinquedos. Eles serão entregues no dia 22, a partir das 10h, na rua Flordaliza Meira Montes, 6-20.
“Estamos pedindo às crianças que enviem cartas ao Papai Noel falando sobre a festa natalina e o desempenho delas na escola. Com a colaboração da comunidade, pretendemos distribuir cerca de 300 brinquedos no bairro. Enquanto o bom velhinho lê as mensagens, estamos viabilizando os presentesâ€, brinca o presidente da associação, Adriano Queiroz Alves Pimenta.
Além de contar com as doações, ele também está promovendo um jogo de futebol entre homens casados e solteiros. O ingresso será um brinquedo novo ou velho - em condições de uso. A partida, que conta com o apoio da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (Semel), será realizada no estádio distrital Padilhão da Vila Giunta.
A Legião da Boa Vontade (LBV) também está precisando da colaboração da comunidade para viabilizar a campanha nacional SOS Brasil - Natal Sem Miséria!. A entidade está recebendo alimentos não-perecíveis, que serão agrupados em forma de cestas básicas.
O material será distribuído para cerca de 400 pessoas, no dia 18, a partir das 13h, no centro comunitário da entidade, instalado na rua Alberto Paulovich, 2-58.
Além da entrega dos alimentos, na mesma data será promovida também uma festa comunitária para comemorar o Natal junto às famílias atendidas pela instituição.
____________________
Solidariedade
As campanhas de natal são positivas e vem a somar com as iniciativas da Secretaria do Bem-Estar Social (Sebes). É o que pensa a responsável pela pasta, Sandra Scriptore.
Para ela, as campanhas deveriam durar o ano todo e vir acompanhadas de capacitação profissional e assistência ao idoso, criança, mulher e adolescente. “Visamos sempre atender o núcleo familiar. As iniciativas são bem-vindas, principalmente agora que a cesta básica está mais cara que o salário mínimoâ€, explica.
Segundo ela, várias entidades desenvolvem trabalhos permanentes, mas intensificam as ações no final do ano.