Álvaro de Brito, coordenador da Defesa Civil, explica que o órgão e a prefeitura não têm casa para oferecer à família de Nilda Soares de Oliveira. “Eles devem procurar o Albergue Noturno até achar uma solução, um outro lugar para morarâ€, orienta.
Ele confirma que a estrutura da casa está comprometida, podendo desabar sobre os moradores. “Fizemos um levantamento há cerca de dois anos e constatamos que algumas das casas não tinham condições de ser recuperadas. A única alternativa é a demoliçãoâ€, frisa.
Para Brito, os moradores já deveriam ter providenciado novas moradias há anos. “Eles sabem que terão que sair dessas casas há muito tempo, mas não arrumaram outro lugar para viver. Até alguns meses atrás, a Defesa Civil tinha madeira e eles poderiam arrumar algum terreno para construir uma casaâ€, afirma.
As casas da colônia são antigas, construídas há cerca de 50 anos para abrigar os funcionários do matadouro municipal. “Na época, o Redentor ficava muito longe da cidadeâ€, conta Brito. Das sete casas erguidas, restariam quatro ou cinco, que a prefeitura está tentando retomar judicialmente.
Nilda recebeu a notificação em maio do ano passado, mas não recorreu. Segundo Angelina Aparecida Pereira Cavalcanti, um vizinho de Nilda recorreu da ação e obteve direito a permanecer no imóvel por mais dois anos.
• Serviço
Doações para a família de Nilda podem ser informadas à Defesa Civil, pelo telefone (14) 9651-0304.