11 de julho de 2026
Economia & Negócios

CPFL investe R$ 1,5 milhão em plano verão

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

A Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) está investindo R$ 1,52 milhão na megaoperação de verão da empresa, que começou no mês passado e prossegue até março de 2003. O objetivo é garantir o fornecimento de energia elétrica aos cerca de 3 milhões de clientes da distribuidora, independentemente das condições do tempo.

De acordo com o vice-presidente de Distribuição da CPFL, Hélio Viana Pereira, as chuvas de verão, acompanhadas por freqüentes descargas elétricas, sempre causam estragos na rede de energia. A operação verão da empresa consiste em um conjunto de medidas preventivas que contribuem para melhorar a segurança da infra-estrutura da rede.

“Anualmente, a CPFL investe em aprimoramentos, tecnologias e capacitação profissional para atuar, mesmo diante das adversidades da estação chuvosa, dentro dos melhores indicarores de qualidade quando se trata de distribuição de eletricidade”, destaca Pereira.

De acordo com ele, ao longo deste ano, a empresa adotou medidas de aprimoramento em todas as suas áreas técnicas e operacionais, sendo que a manutenção preventiva recebeu atenção especial. Enquanto permanecer a operação verão, cerca de 1,3 mil profissionais estarão trabalhando no atendimento às ocorrências em toda a área de atuação da companhia energética.

Ao todo, na região de Bauru - sede Noroeste da CPFL - estarão trabalhando 438 eletricistas durante a operação verão.

Consumo

O vice-presidente de Distribuição da CPFL afirma que a empresa aproveitou a experiência da operação verão de 2001/2002 para melhorar alguns pontos neste ano. “Estamos localizando melhor nossas subestações móveis, sendo que uma delas ficará em Bauru, e outra em Araraquara. Outros detalhes mais técnicos também foram aprimorados”, diz Pereira.

Em relação à central de atendimento da CPFL (0800-101010), que ainda é alvo de muitas reclamações por parte dos consumidores, o vice-presidente alega que o departamento foi reforçado e que cerca de 50% das ocorrências que chegam à central são resolvidas dentro de 30 minutos. A média de atendimento ao cliente seria de 57 minutos na área urbana, e 77 minutos na área rural.

Questionado sobre a decoração de Natal na sede da empresa em Bauru, que foi inaugurada ontem à noite, Pereira discorda que possa ser uma forma indireta de “incentivar” as pessoas ao consumo de energia sem racionalidade.

“A CPFL sempre pregou o consumo racional da energia, que é cara e não deve ser desperdiçada. Quando o racionamento terminou, as pessoas continuaram com o hábito de economizar energia e o consumo jamais voltou ao patamar de antes. Não há mais risco de racionamento e acredito que as pessoas não precisam abrir mão do conforto que a eletricidade traz, racionalmente”, diz.

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Prefeitura

O prefeito Nilson Costa, que participou ontem do lançamento da operação verão da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), disse que a Prefeitura Municipal de Bauru está pagando em dia as parcelas referentes a uma dívida estimada em R$ 5 milhões que tem com a empresa.

“Quando eu assumi a prefeitura, há quatro anos, já havia um débito em torno de R$ 3 milhões com a CPFL. Nossa primeira atitude foi entrar em contato com a empresa para estabelecer um parcelamento que nos permitisse quitar essa dívida. Tudo isso está sendo seguido rigorosamente”, destacou o prefeito.

Segundo Nilson Costa, a situação se agravou quando a taxa de iluminação pública (TIP) deixou de ser paga pelos consumidores - através de uma decisão da Câmara Municipal - e o município passou a responder pelo consumo mensal, pelo parcelamento da dívida com a CPFL e pela TIP.

“Do total do gasto mensal da prefeitura com energia (cerca de R$ 400 mil), aproximadamente 75% se refere à iluminação pública. Mas o nosso relacionamento com a CPFL tem sido ótimo e estamos conseguindo honrar todos os compromissos, mesmo pagando R$ 500 mil por mês pela dívida antiga da prefeitura com a empresa”, ressaltou Nilson Costa.