Uma casa de madeira de cinco cômodos, no Núcleo 9 de Julho, cedida por uma entidade assistencial de Bauru, se transformou no paraíso para a família de Joaquim Lopes Filho. Até ontem, ele, sua mulher e mais oito crianças viviam numa outra residência prestes a ruir e que está sendo retomada pela Prefeitura Municipal de Bauru, conforme o JC publicou anteontem.
A transferência da família da antiga Colônia do Matadouro, que fica no Jardim Redentor, para o novo endereço foi viabilizada ontem à tarde pela Defesa Civil do município.
“Estamos muito felizes com a mudança. Tínhamos medo de ficar em casa com as crianças, principalmente em dias de chuva. Daqui, só vou sentir saudades dos amigosâ€, conta Lopes Filho.
Nesta semana, desmoronou parte da parede de um dos dois quartos do imóvel onde a família dele habitava. A casa está comprometida há mais de um ano, de acordo com o coordenador da Defesa Civil, Álvaro de Brito.
“Moro aqui desde os meus 19 anos, hoje já tenho 40. Mesmo assim eu e meus filhos estamos contentes com a mudançaâ€, comenta Nilda Soares de Oliveira, que cuida de seus oito filhos, sendo um deles excepcional, e do marido.
A transferência para o Núcleo 9 de Julho deverá resultar num salto na qualidade de vida da família, que vai contar com o acompanhamento de uma assistente social. A opinião é de Álvaro de Brito, que recebeu telefonemas de três pessoas e de uma outra entidade interessadas em doar alimentos à família de Joaquim.
“A nova casa tem um grande diferencial: banheiro. Até hoje, as necessidades físicas eram feitas praticamente no mato. A partir de agora, eles terão de ter asseio, especialmente com as crianças, para permanecer na nova casaâ€, ressalta o coordenador.
A informação foi confirmada pela diretora de uma das unidades da entidade assistencial que cedeu o imóvel, Anita Camillo, mas não quer ter o nome divulgado. “Ficamos sensibilizados com a matéria que lemos no jornal e decidimos ajudar. A casa precisa passar por uma reforma, trabalho que pode ser realizado mesmo habitadaâ€, conclui.