11 de julho de 2026
Bairros

Apeoesp coleta assinatura para fazer do Carandiru universidade pública


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O Sindicato dos Professores da Rede Oficial de Ensino (Apeoesp) de Bauru está colhendo assinaturas para o abaixo-assinado organizado pelo Movimento dos Sem Universidade (MSU) que visa implantar uma universidade pública na área de 427 mil metros quadrados do extinto Complexo Penitenciário do Carandiru, na capital do Estado.

Segundo um dos coordenadores do MSU, Sérgio José Custódio, as assinaturas estão sendo colhidas desde o dia 2 de outubro e nesta semana chegou-se a soma de 100 mil adesões. Em Bauru, os interessados em aderir ao movimento devem comparecer à sede da Apeoesp.

O coordenador do MSU diz que para encaminhar o documento ao Poder Público, a fim de torná-lo um projeto de lei, o movimento quer atingir 1 milhão de assinaturas, até junho do próximo ano.

Custódio afirma que o número insuficiente de vagas destinadas ao ensino superior em São Paulo desencadeou a reivindicação, embasada também pela dificuldade que a população de baixa renda enfrenta para estudar nas universidades públicas.

No abaixo-assinado consta que 260 mil pessoas tentaram ingressar em instituições do Estado em 2002, disputando apenas 15 mil vagas. Também revela que 85% das escolas de ensino superior de São Paulo são privadas.

Luzia Conceição Quineze, diretora da Apeoesp de Bauru, declara que a instituição é parceira do MSU nesta iniciativa, pois apóia o desenvolvimento do ensino superior no País. “O abaixo-assinado levanta uma reflexão política, pois a educação é um dos pilares transformadores da sociedade, constitui um dos instrumentos que pode reduzir índices de criminalidade”, declara a diretora.

Para ela, transformar o Carandiru em universidade pública levantará reflexão social e servirá de exemplo para que haja cada vez mais investimentos na educação.

Custódio explica que a escolha do Carandiru tem a intenção de transformar o local que foi símbolo da violência em espaço reservado à transmissão do conhecimento. “O Carandiru foi uma universidade do crime, agora queremos que seja uma universidade da cultura”, frisa o coordenador.

Ele destaca também que o apoio da Apeoesp leva a discussão para o interior da escola pública e aos mais interessados pela conquista de mais vagas no ensino superior, estudantes de baixa renda que futuramente disputarão uma vaga nas universidades do Estado.

Segundo Custódio, a decisão do Governo do Estado de implodir os prédios do complexo, não influirá no objetivo do movimento, pois o interesse maior é pela área física, localização e história do Carandiru. Portanto, o MSU dará seguimento ao abaixo-assinado até atingir a meta de 1 milhão de assinaturas.

• Serviço

As adesões podem ser feitas na sede da Apeoesp, na rua Gérson França, 8-51, no centro da cidade, em horário comercial. O telefone para mais informações é o (14) 223-5171.