08 de julho de 2026
Regional

Octaviani faz ameaça e Telefonica revê serviço


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Agudos - O prefeito José Carlos Octaviani (PMDB) ficou revoltado ontem de manhã quando recebeu da Telefonica a informação de que um serviço de rebaixamento de cabos custaria quase R$ 89 mil aos cofres municipas. Ele ameaçou passar um trator sobre o duto de fibras óticas caso a empresa não desistisse da cobrança, na sua opinião abusiva. No início da tarde, a Telefonica informou ao Jornal da Cidade que houve uma espécie de mal-entendido e a questão já estava resolvida.

Exibindo cópia de um comunicado da Telefonica o prefeito procurou a imprensa ontem para expressar sua insatisfação com a empresa. Tudo começou esta semana quando Octaviani encaminhou um ofício à empresa de telefonia, solicitando o rebaixamento de uma rede de cabos subterrâneos às margens da rodovia Marechal Rondon, onde ele pretende fazer uma terraplanagem, visando a instalação de uma empresa.

Para isso, o prefeito disse que já dispunha de autorização do Departamento de Estradas e Rodagens (DER), já que a área em questão fica próxima à rodovia. “Só faltava a Telefonica aprofundar um pouco o sistema dela no terreno. Seria serviço para no máximo dois dias”.

Para fazer a terraplanagem Octaviani disse que precisará retirar terra do local onde hoje, no subterrâneo, passa o duto da Telefonica e o mesmo não poderia ficar exposto.

Em resposta ao prefeito, a empresa encaminhou um comunicado informando que o “custo decorrente da redisposição de equipamento telefônico será de R$ 88.998,56”. Informava ainda que, após o pagamento da fatura, deveria ser passado um fax para a Telefonica, como forma de comprovar o pagamento.

Após receber o comunicado da empresa Octaviani se disse revoltado e afirmou que daria um prazo até a próxima segunda-feira para que a empresa fizesse o serviço sem custo aos cofres municipais. “Onde já se viu, com esse dinheiro eu poderia fazer uma creche ou posto de saúde”.

O superintendente regional da Telefonica, em Bauru, Leônidas Papalardi, foi até o local e disse ter constatado que na realidade havia um equívoco e que na verdade, o duto com a fibra ótica não estava em terreno da prefeitura e sim do DER. Portanto, explicou Papalardi, não haveria nenhum custo à prefeitura e a questão seria tratada por conta de um convêncio da empresa e DER.

Ainda segundo o superintendente, a redisposição de equipamentos já estaria sendo iniciada ontem mesmo.