10 de julho de 2026
Auto Mercado

'Todos estão sujeitos a erros', dizem borracheiros

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 2 min

Borracheiros também confirmam que um pneu consertado inadequadamente pode gerar sérios riscos à vida útil do produto. Entretanto, eles enfatizam que todos os envolvidos no processo de reparos, sejam do ramo em que atuam ou trabalhadores das autorizadas, estão sujeitos a cometer erros.

“Como em qualquer atividade, há os bons e maus profissionais, mas, infelizmente, os últimos acabam prejudicando os que atuam corretamente”, considera Victor Hugo da Silva Prado, borracheiro há cerca de 18 anos.

Ao se comparar com as empresas revendedoras de pneus, Prado explica que estas costumam utilizar mais o sistema americano, também adotado por muitos em seu segmento, para executar os reparos. “Já os borracheiros usam técnicas mais diversificadas, mas o predomínio é das vulcanizações”, afirma ele. “Entretanto, escolher onde consertar é uma questão de gosto pessoal ou necessidade”, acrescenta.

O borracheiro adverte que, além dos reparos malfeitos, os buracos são capazes de gerar danos graves e até irreversíveis nos pneus. “Dependendo do tamanho da depressão no asfalto, as cintas de aço que o compõem podem romper-se e provocar sua desagregação”, alerta ele.

Um dos sinais característicos, segundo Prado, de pneu desagregado pode ser percebido em um breve exame a olho nu. “Se ele apresentar saliências ou calombos na banda de rodagem, é possível que esteja com este problema”, frisa.

Problemas semelhantes também podem ser causados por pedras e parafusos de grandes dimensões. “Eles podem quebrar a cinta de aço dos pneus e impedir que um furo seja vedado, principalmente naqueles sem câmara de ar”, diz ele.

Na profissão há 24 anos, Luiz Oishi é outro experiente borracheiro bauruense. Além de considerar que o erro é típico da natureza humana, ele dá razão às autorizadas quando não possibilitam que os clientes usufruam da garantia no caso de um pneu reparado incorretamente.

Um dos erros de consertos mais comuns, segundo Oishi, ocorre no sistema americano. “Já cansei de ver pneus reparados nesta forma continuarem vazando. Isso porque quem executou o serviço, no caso de um furo de prego, por exemplo, não atentou para o sentido que o mesmo cravou na borracha. Assim, ele pode ter colocado a massa na posição errada e não irá vedar o furo”, explica.

Já sobre a questão da escolha do local para reparar um pneu, Oishi é enfático. “Os borracheiros são perfeitamente capazes de realizar tal serviço. Por isso, não há a necessidade de se levar apenas em uma loja autorizada”, diz ele.