08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Padre Beto


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Este ano foi muito difícil. Passei por um período de tristeza, insatisfação, amargura e angústia que acabaram em uma depressão, a qual abalou toda minha vida e de meus familiares. Sempre fui católica praticante e participante da vida em comunidade através de atividades paroquiais. Porém, em uma certa época me afastei da Igreja pois sentia falta de uma homilia onde as palavras de Jesus fossem realmente inseridas para os tempos de hoje, o que também ocorria com meus filhos que se afastaram comigo. Confesso que neste ano houve momentos que pensei procurar outra religião, mas senti medo, insegurança de que pudesse estar agindo certo em um momento tão delicado de minha vida, pois fui educada e convivi de forma tão pura e íntima com Deus dentro do Catolicismo, que não sei se me sentiria tão bem em outra religião, mesmo sabendo que Deus é um só. Foi no estado avançado desta depressão que fui à missa na Santa Terezinha em um domingo (há cerca de mais ou menos quatro meses), e fui tocada (com certeza pelo Espírito Santo), através de cada palavra dita pelo padre Beto durante a homilia. Desde aquele domingo não só não perdi a mais nenhuma missa, como consegui levar minha filha junto, que como eu também se sentiu feliz por ter se encontrado durante a homilia transmitida pelo padre Beto com palavras tão atuais para as mesmas palavras de Jesus. E o mais importante: alguém que nos tocasse tanto a ponto de não nos sentirmos somente católicas, mas acima de tudo cristãs, pois o padre Beto faz, como instrumento nas mãos de Deus com que todos que da missa participaram não o façam só pela religiosidade, mas que vivam e busquem sua espiritualidade através da vivência no dia-a-dia, o que para mim é realmente ser cristão. Posso falar por experiência que se hoje me encontro melhor, não foi, com certeza, pelos remédios, mas sim pelas palavras de Jesus ditas pelo padre Beto durante as missas, e pela alegria contagiante com a qual ele reza as missas. Alegria essa transmitida a cada fiel ali presente, que consegue passar de um para o outro em um simples olhar e no gesto da troca da “Paz de Cristo”. Sugiro (como tantos que aqui já se manifestaram) que se faça um plebiscito para saber se concordamos e aceitamos a transferência do padre Beto. Afinal, a Igreja de hoje é mais democrática do que a Igreja na época da inquisição, e não acho justo que uma comunidade refeita com católicos mais cristãos, através de um “instrumento” nas mãos de Deus (padre Beto) seja desfeita. (Selma Maria M. Coimbra - RG: 12.329.285-2)