08 de julho de 2026
Polícia

Corpo é achado carbonizado em bueiro

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 2 min

Um corpo carbonizado foi achado abandonado em um bueiro na quadra 8 da rua José Gonçalves, no Parque Jaraguá, por volta das 11h de ontem. Até o fechamento desta edição, o cadáver não havia sido oficialmente identificado, mas tudo indica que seja de Márcio Henrique Floriano, 28 anos, fugitivo do Instituto Penal Agrícola (IPA) de Bauru.

O cadáver estava no buraco do bueiro, coberto por pedras e uma fuligem preta. A camada de borracha derretida, resultado da queima de pneus dificultou a identificação do corpo.

A única parte visível eram os dois pés e pedaços de uma bota branca. Nas imediações, vizinhos afirmaram não ter visto qualquer movimentação suspeita. Mas investigações preliminares levantaram a suspeita de que o corpo seja de Floriano, morador no mesmo bairro.

Floriano, segundo sua esposa, Lourdes Pereira, que esteve no local do encontro do cadáver, fugiu do IPA há cerca de quatro meses e estava desaparecido desde às 2h da manhã de ontem.

O detalhe que reforça a possibilidade da pessoa carbonizada ser Floriano são as botas. Ao chegar ao local do encontro do corpo, Lourdes e a mãe de Floriano, Adalgisa das Graças Floriano, desesperaram-se ao ver pedaços da bota branca.

Segundo elas, o rapaz saiu de casa usando uma bota da mesma cor, calça jeans clara e camisa de manga comprida. Além disso, conforme Lourdes, seu marido teria recebido ameaças de morte um dia antes do crime. “Ele chegou em casa falando que ameaçaram matá-lo na rua”, conta.

A mãe de Floriano acrescenta ter ouvido uma “chuva de tiros” durante a madrugada. “Ele estava tranqüilo quando saiu de casa”, pondera ela.

Quase certa que o corpo carbonizado é de seu filho, Adalgisa acredita que o autor do crime resida no mesmo bairro. Revoltada, ela pediu por Justiça. “Tenho certeza que quem fez isso é daqui e deve ser preso”, grita ela.

O corpo foi achado por policiais do Grupo Especializado em Policiamento Ostensivo de Motocicletas (Gepom) e da Base Noroeste, que faziam patrulhamento de rotina pela quadra 8 da rua José Gonçalves.

Apesar do relato da mãe de Floriano, de que ouviu barulho de tiros na madrugada, a Polícia Militar acredita que o fogo tenha sido ateado ao corpo ainda pela manhã, pouco antes do encontro. “Quando chegamos ao local, ainda dava para sentir o calor saindo do buraco”, conta um dos policiais que atendeu a ocorrência.

Os motivos do crime ainda eram desconhecidos, mas a PM não descarta a hipótese de um acerto de contas por dívidas com drogas. Porém, os policiais ressaltam que somente após exame do corpo efetuado pelo Instituto Médico Legal (IML) será possível descobrir a identidade do cadáver, a causa e a data da morte.