Com a proximidade do Natal, a procura por presentes no comércio já está aumentando. Para o consumidor, a boa notícia é que lojas dos mais variados segmentos estão investindo em atraentes promoções e planos de pagamento bastante facilitados. Todos os lojistas consultados pela reportagem afirmam estar otimistas e confiantes num resultado melhor que o do mesmo período de 2001.
A velha máxima de pesquisar preços antes de definir a compra continua valendo. Para quem tem dinheiro disponível para utilizar de imediato, a orientação de economistas é pagar à vista.
“Nessa época do ano, as lojas costumam fazer promoções interessantes com descontos que valem a pena aproveitar para não acumular dívidas. Quem não tiver condições de pagar à vista deve procurar parcelar em, no máximo, três vezes. Também é importante observar se o preço oferecido pela loja para a quitação à vista não está com juros embutidosâ€, orienta o economista, professor e delegado do Conselho Regional de Economia (Corecon) Reinaldo Cafeo.
De acordo com ele, é possível descobrir se o valor que está sendo anunciado para a compra de um bem à vista é o mesmo em outras lojas. “Comparar preços do mesmo produto em locais diferentes é sempre aconselhável, em qualquer época do anoâ€, destaca o economista.
A comerciante Rosiléia Violante Pereira afirma que espera vender, pelo menos, 5% a mais do que em dezembro do ano passado. “O povo brasileiro já está acostumado a driblar as adversidades e dificuldades financeiras para presentear no Natal, mesmo que seja apenas com uma ‘lembrancinha’ para não deixar de agradar a famíliaâ€, observa.
Entre as opções de presente de sua loja, para quem gosta de ter a casa bem decorada Rosiléia sugere os vasos de vidro, transparentes ou coloridos, em diversos formatos. Os preços variam de R$ 20,00 a R$ 30,00 - uma boa opção para quem não quer gastar muito. Utilidades domésticas inovadoras podem ser encontradas a partir de R$ 10,00.
Para atrair o consumidor, Rosiléia preparou planos de pagamento especiais para o Natal. Para as compras à vista ou com pagamento para 30 dias, a loja oferece de 10% a 40% de desconto. No parcelamento, em até cinco vezes sem acréscimo.
Semijóias
A proprietária de uma loja de semijóias, Cíntia Garrido, diz que sua meta é ultrapassar em até 30% o resultado de vendas obtido em 2001, nesse mesmo período. Contudo, se esse índice ficar entre 10% e 15% “estará ótimoâ€, segundo ela.
“Devido à alta do ouro, estamos muito otimistas em relação às vendas deste final de ano. Desde a última segunda-feira o movimento na loja já está nem maior. Muitas pessoas estão se antecipando e fazendo suas compras para presentear no Natalâ€, diz Cíntia.
Entre as sugestões da comerciante para este final de ano estão brincos folhados a ouro, incluindo modelos que levam pedras, a partir de R$ 14,00, relógios a R$ 16,00, anéis folhados a ouro a partir de R$ 14,00 e várias outras opções que aliam bom gosto e preços atrativos.
Entre as alternativas de pagamento estão o parcelamento em três vezes com 10% de desconto. “Investimos forte em facilidades de pagamento para as pessoas realmente poderem presentear. E os preços são de tabela, nada foi superfaturado antes de entrar na promoção. Estamos seguindo a mesma tabela de valores do início do anoâ€, afirma a lojista.
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Otimismo
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib), Cássio Carvalho, afirma que os lojistas estão bastante otimistas com os resultados deste final de ano.
“De maneira geral, na média os comerciantes estão calculando um aumento de 10% no volume de comercialização sobre o Natal de 2001. O comércio sempre se adapta às necessidades e possibilidades do consumidor. Os lojistas estão investindo em planos especiais de pagamento, promoções e estão dispostos a negociarâ€, diz Carvalho.
De acordo com ele, a queda no índice de inadimplência registrada no comércio em relação ao final do ano passado está sendo uma das principais razões das expectativas positivas dos lojistas.
“Isso mostra que as pessoas procuraram regularizar a sua situação e limpar seu nome junto aos órgãos de proteção ao crédito para poder presentear neste Natalâ€, avalia o presidente da Acib.