08 de julho de 2026
Saúde

Diagnóstico é feito pelo exame de polissonografia

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 1 min

O exame de polissonografia é o melhor aliado dos médicos no diagnóstico dos distúrbios do sono. O paciente dorme uma noite inteira numa clínica ligado a diversos aparelhos que monitoram tudo o que acontece com ele durante o sono. São quase 20 eletrodos e uma câmera de vídeo registrando todos os movimentos.

O exame controla os níveis de consciência do paciente enquanto dorme, quantas vezes acordou, quantos microdespertares teve. Também coordena os batimentos cardíacos, se estiveram regulares ou se sofreram oscilações.

Sensores colocados nas pernas e no tronco indicam as mudanças de posição, se o paciente é agitado, se dorme de barriga para cima, de bruços ou de lado. Eletrodos afixados no rosto indicam se houve contração excessiva dos músculos da face, que indicariam bruxismo, por exemplo.

O eletroculograma acompanha o movimento dos olhos, que determina as fases mais profundas do sono. A oximetria verifica a quantidade e regularidade da oxigenação sangüínea. Um sensor colocado entre a boca e o nariz mede a passagem do ar e registra a freqüência e eventuais dificuldades respiratórias.

Ao final de uma noite, o exame indicará as principais características do sono daquele paciente. Quantas vezes acordou, quantas apnéias sofreu, por quais estágios do sono passou, se falou, roncou ou caminhou durante a noite e assim por diante.

Tal avaliação permite ao profissional identificar todos os distúrbios que aquela pessoa apresenta durante a noite. A partir daí, fica mais fácil indicar o tratamento mais adequado.