10 de julho de 2026
Bairros

Equipamento atende a antigo pedido de moradores e pedestres da região

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 1 min

O semáforo de botoeira atende a uma reivindicação antiga dos moradores e pedestres que atravessam a avenida Nações Unidas todos os dias, além de parentes e amigos de duas mulheres que morreram atropeladas no local.

Uma delas sofreu o acidente em maio deste ano e outra em outubro do ano passado. Em novembro de 2000, um homem também perdeu a vida nas mesmas circunstâncias.

Devido às ocorrências registradas pela Polícia Militar, um movimento popular passou a cobrar da Emdurb uma solução para o problema e entregou um abaixo-assinado com 1.240 signatários no final de maio deste ano.

Sílvia Fraga, que participou do processo, comemora a vitória alcançada esta semana. Ela tem uma filha que circula diariamente pela região e perdeu um irmão no trânsito de Bauru há dez anos.

“Fico feliz com a instalação do equipamento porque é o resultado de uma luta nossa, muito civilizada por sinal. A partir desta medida, a vida humana volta a ser valorizada, num período em que as pessoas dão pouco importância a ela”, argumenta.

Tem a mesma opinião Dalva Fátima de Aguiar, que também participou do movimento. “Estou contente porque o semáforo não é um luxo para uma determinada classe, mas vai beneficiar a todos, indistintamente. É uma vitória da população, que se arriscava no local”, ressalta.

Estudo

A periculosidade do trecho foi confirmada pelo gerente de Operações Viárias da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb), Aníbal dos Santos Ramalho, que participou de um curso em Brasília denominado “Tratamento de locais críticos de acidente de trânsito”.

Participaram do evento, encerrado no mês passado, 31 cidades do País, sendo cinco do Estado de São Paulo. “Aplicando a metodologia apresentada lá confirmamos a Nações Unidas como um ponto crítico. Empiricamente já sabíamos disto, mas comprovamos o problema cientificamente”, explica Ramalho.