O semáforo de botoeira atende a uma reivindicação antiga dos moradores e pedestres que atravessam a avenida Nações Unidas todos os dias, além de parentes e amigos de duas mulheres que morreram atropeladas no local.
Uma delas sofreu o acidente em maio deste ano e outra em outubro do ano passado. Em novembro de 2000, um homem também perdeu a vida nas mesmas circunstâncias.
Devido às ocorrências registradas pela Polícia Militar, um movimento popular passou a cobrar da Emdurb uma solução para o problema e entregou um abaixo-assinado com 1.240 signatários no final de maio deste ano.
Sílvia Fraga, que participou do processo, comemora a vitória alcançada esta semana. Ela tem uma filha que circula diariamente pela região e perdeu um irmão no trânsito de Bauru há dez anos.
“Fico feliz com a instalação do equipamento porque é o resultado de uma luta nossa, muito civilizada por sinal. A partir desta medida, a vida humana volta a ser valorizada, num período em que as pessoas dão pouco importância a elaâ€, argumenta.
Tem a mesma opinião Dalva Fátima de Aguiar, que também participou do movimento. “Estou contente porque o semáforo não é um luxo para uma determinada classe, mas vai beneficiar a todos, indistintamente. É uma vitória da população, que se arriscava no localâ€, ressalta.
Estudo
A periculosidade do trecho foi confirmada pelo gerente de Operações Viárias da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb), Aníbal dos Santos Ramalho, que participou de um curso em Brasília denominado “Tratamento de locais críticos de acidente de trânsitoâ€.
Participaram do evento, encerrado no mês passado, 31 cidades do País, sendo cinco do Estado de São Paulo. “Aplicando a metodologia apresentada lá confirmamos a Nações Unidas como um ponto crítico. Empiricamente já sabíamos disto, mas comprovamos o problema cientificamenteâ€, explica Ramalho.